A cor do meu maço de câncer

Eu me pondero em pequenas partes, assim nada será tão grandioso o bastante que não possa ser derrotado.

Versículos em mim se fazem, enquanto eu traço rotas para soberanias inexistentes.

Você pode prever quando será o estardalhaço do próximo declínio?

Eu me recuo. Em grades cinza. Em calabouços molhados e frios.

Vagarosamente sou pó. Gota por gota sou película fina de camada transparente.

Eu não deixo você me ver. Um arranha céu é morada. Um vinho é partida.

No solo um rádio.
No rádio um solo.
Enquanto eu não músico,
Mas eu; literário.

Como você me enxerga, quando na noite eu broto do teu maço de câncer tão só?

3 comentários sobre “A cor do meu maço de câncer

  1. Esse seu texto combina com o que escrevi nessa semana, sobre como as pessoas se desenham aos meus olhos. Pequenas cidades, com ruas, esquinas e calçadas. Portões nem sempre abertos, janelas, alguns degraus, a entrada, os móveis. Enfim……………….. rs

    bacio

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