Sexo em banheiros públicos e juras de amor proibidas

Eu estava ali, olhando para aquela privada repleta de mijo nas bordas e em seu interior. Joguei um pedaço de papel dentro do vaso, olhei as paredes frágeis que revestem os banheiros públicos. Ao menos o lixo tem tampa: pensei. Tudo parecia cômodo. Seguramente frio e confortável. A única coisa quente naquele cubículo éramos nós, e mais quente que meu próprio corpo térmico era, Samanta. Ou melhor, a vagina de Samanta. Quente, muito quente. Umidificada ao extremo. Não havia muito que se fazer, nem para onde ir. Os segundos passavam e as vozes ao redor vinham e sumiam. Vez ou outra alguém entrava na cabine ao lado da nossa, forrava a louça com papel higiênico barato, depositava a bolsa no chão, abria o zíper, abaixava as calças ou subia a saia e abaixava as meias calças. Mijava alto, forte, rápido. Algumas sentavam junto à louça, outras apenas mantinha certa distancia. Tudo que eu pensava era: Espero que ela não gema alto e alguém bata em nossa porta, isso iria ser constrangedor, porém engraçado. Ninguém bateu. Éramos só nós afinal. As unhas se cravaram em meu pescoço, os dentes dela morderam fortemente meus lábios inferiores, uma de minhas mãos agarrava uma das nádegas, enquanto a outra adentrava cada vez mais fundo e mais forte, Samanta. Eu precisava explodir, eu precisava deixar escorrer… Senti meus braços serem suplicados enquanto um corpo tentava não pender ao chão. Esse era o clímax. Essa era a hora. Adentrei mais duas vezes repetidamente antes que Samanta afastasse minhas mãos para longe da vagina dela. Sorrimos… Meus dedos foram sugados, saliva e gozo formaram uma dança dentro da boca dela. Respiramos em alivio.

“Você sai primeiro.” “Ok. Eu vou na frente.”

Abri a torneira. Lavei as mãos. Olhei-me no espelho. Ri para dentro de mim. Samanta posicionou-se a uma torneira de distancia e se pôs a admirar-se fronte sua própria imagem. Por três segundos me olhou, enquanto tentava disfarçar as pernas tremulas e o rosto corado. Secamos as mãos e nos retiramos dali.

“Eu adoro dar pra você, você me come muito gostoso.” “Isso não foi prudente.” “O que é prudência, afinal?”

As ruas tocavam samba. Os bares cheios de garrafas vazias e pessoas com seus pares segurando copos pela metade. Samanta seguiu cantando samba enquanto caminhava ao meu lado. Agarrou uma de minhas mãos fortemente. Cantou o refrão. Olhei para seus olhos, eles também cantavam. A noite era agradável. Apenas uma quantidade pequena de corpos abandonados ao chão. Caminhamos a esmo trocando confidências enquanto nossas barrigas falavam sobre a fome. Comemos. Nos beijamos com molhos de barbecue e mostarda e mel em nossas bocas. Planejamos uma fuga que jamais daria certo.

“Eu te amo.” “Você sabe que eu também te amo.” “E agora o que a gente faz?” “Por que você sempre me faz perguntas que não possuem respostas.” “Então a gente finge que nada aconteceu?” “Você conhece uma maneira mais fácil?” “Não.” “Nem eu.”

5 comentários sobre “Sexo em banheiros públicos e juras de amor proibidas

      1. É pesada. O livro é desconcertante. Eu achei ele na Internet e o assunto é altamente controverso, porque vai de encontro a valores sociais vigentes e tidos por intocáveis. Se você se ofende fácil, talvez não devesse ler mais que a introdução e a conclusão. Está todo em inglês, contudo.

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      2. Não sou do tipo que me ofendo fácil. Vou dar uma sondada neste livro. Obrigada pelas dicas Yure.
        Sinta-se a vontade para voltar aqui sempre que seu tempo lhe permitir.
        Tenha um excelente dia ensolarado.

        Curtido por 1 pessoa

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