Onde estão os porcelanatos?

Eu ocupo toda a extensão de mim para que eu mesma não me perca. A minha namorada me diz: “Amor”. A minha consciência me diz: “Solitária”.

Neste exato momento minha barriga ruge, o farol para diante o vermelho dos estereótipos e eu ouço sirenes preventivas cheirando minha própria face.

No meio eu me perco. Paro. Restauro algo seminovo. Não posso deixar com que a arte do desejo vença. Detalhes. Ponha as regras diante das circunstâncias.

Você pode deixar as digitais compadecerem enquanto os olhares dizem toda uma confissão de algo terrestre? Um bom punhado. Uma quantidade de ouro e pó.

Eu sempre seguro firme os corrimãos enquanto subo sem fôlego. As portas sempre me permitem dependurar quando as passagens forem obstruídas. Cavo. Escavo.

Você rouba meus anos melhores. A vida é só uma traça. Polvos me abraçam mais forte que minha própria mãe e isso me deixa na tristeza. Triste. Infeliz à beça.

Neste canal os amendoins se juntam em forma de paçoca e eu limpo as resinas com minha língua senil e calejada. Falo demais. Penso demais. E eu, sinto?

No meio é uma grande viajem. Roupas amassadas demais para serem passadas. Activia demais para ser tomado. Onde estão os porcelanatos quando necessitamos?

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