O nirvana me abraçou e chuviscou na minha orelha

Um batimento cardíaco para dentro do meu tímpano.

Como uma semi-vida, um útero em formação, uma dádiva da vida humana.

Deixo as vazões e me deixo ir, para além do que me transcende…

A janela oposta às costas nuas deixa um horizonte mais verde quando tudo o que você tem é a cinzura.

Tudo esta na pele, no cheiro e na textura. Tudo é pele que reveste. Pele que habita.

Se os corpos habitam a pele, que eu possa morar na pele dela.

Um colo, um assopro um arrepio. É tudo o que peço, mais que isso; imploro.

Quando os cachos negros cheios de brilho, chuvisca no canto da boca, nos olhos e nas orelhas, é um sinal que estou próxima do nirvana.

As rupturas se fazem e as barreias se solidificam. Eu vazo. Escorro e paro; bem diante do peito dela.

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