O jardineiro e sua tesoura

O jardineiro caminha no meio da multidão com sua tesoura de podar flores.

Trás em uma das mãos, uma toalha ensanguentada, cobrindo um ferimento profundo.

Alonga-se enquanto seus fones se encaixam nas orelhas e os raios de sol atravessa sua boina cor de carne.

Lá se vai o jardineiro, com sua mão negra escorrendo sangue.

Cabeças rolaram bem diante de minhas vistas. O jardineiro desapareceu.

Olho-me no reflexo e tudo o que eu vejo é o jardineiro abrindo um pequeno caderno de mão com revestimento vermelho e um botão dourado.

O observo…

Retiro da mochila o meu caderninho de mão: escrevo sobre o jardineiro; mentalizando sua tesoura, sendo segurada por uma das mãos.

2 comentários sobre “O jardineiro e sua tesoura

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