A humanidade e seus glóbulos de besouro

De volta à velha rotina com a humanidade e seus glóbulos de besouro, fincando suas garras nas jugulares infantis.
Lá se vão os pares de bicos de aves silvestres, tentando tagarelar algo coerente, coerente e não muito mortífero.
Rasgo meu próprio peito com lâminas enferrujadas na esperança que um tétano me traga uma morte dolorosa, só assim a vida nestes dias de fúria prevaleceram de algum modo descente.
Existem ostras mortas dentro de mim, enquanto nas fezes, pérolas se formam em cores amendoadas.
Hoje eu bebi minha primeira cerveja gelada às oito da manhã, a segunda e a terceira as dez; um alivio físico para uma mente cansada e senil.

Observo minhas mãos envelhecerem cinquenta anos enquanto o pó come minhas digitais finas e indigestas.
As solas dos pés gritam palavras de baixo calão para mim enquanto eu revezo todo o amontoado de gordura insaturada de um tornozelo para o outro.
Já perdi a conta de quanta água deixei cair sobre meu rosto para disfarçar o peso tridimensional do mundo apenas nesta segunda-feira.
Braços puídos e veneno de cobra; some isso a pouca estadia das flores quando tocadas por mãos humanas cansadas de revirar latas de lixo e tragédias.
Pessoas e eu, loucamente sedentas por abrigos nucleares e sucrilhos no café da manhã no lugar de indigestão e diarreia.

3 comentários sobre “A humanidade e seus glóbulos de besouro

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