A vida falhou conosco miseravelmente

despertei para a chuva e os girassóis estavam mortos,
as plantas de plástico nos vasos de plástico,
tristes como bonecos de cera;
mais outra namorada se foi
e as garrafas de vinho se acumulam
como moscas beijadoras de morte.

o cinza do dia ia alto,
bem alto,
e a carta de desejo mobiliário se exaltava com um belo tom de ponte,
frio e cobertores baratos;
o que eu precisava era de um bom filme de comédia,
tão bobo e repetitivo,
velho e desgastante como minha própria vida.

talvez um pouco de lagrimas açucaradas para burlar a dor absurda;
a dor é o rapé de meu próprio fumo quando nada mais é.

meticulosamente raspo minhas axilas e o buço
uma vez que nada mais me resta
a não ser me sentir menos áspera;
mas essa é a tragédias das cores,
a chuva ácida, os girassóis mortos;
e eu caminho ao redor do quarto contando os ladrilhos pela ultima vez.

pego uma carta manchada por lagrimas e recito:
mulher você é louca,
sua morbidez fudeo comigo,
espero que você se vire com sua carência e sua depressão,
se te amei foi engano;

não posso mais recitar,
desta vez ela estava certa,
a vida falhou conosco miseravelmente.

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