Não que seja saudades

Há dificuldades em abraços simultâneos;
Sou rocha sem braços fortes o suficiente
para abraçar uma ausência de duas semanas.

Como devo proceder,
Se diante de olhos brilhantes coloridos o medo me enclausura numa espécie de buraco de minhoca?

Um toque reveste a casca dura que o dia formou em volta de cola, pó e insegurança.
Vejo chamas vermelhas atravessarem os fogos peculiares dela
E tudo o que me resta é escrever enquanto caminho por corredores e elevadores desconhecidos.

Ar polui o globo,
Me arrependo de engolir a seco as palavras que me assombram;
Viagens para o rio são tão enfadonhas quanto olhar para o corpo em minha frente e sentir necessidade de devorá-lo.

Se fosse tudo mais fácil e no lugar do pôr do sol a noite fosse púrpura?

Não que eu esteja escrevendo sobre saudades,
Mas as defensivas são tão inertes uma vez que os sorrisos mútuos se encontram.

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