Noite insana

Polpas solares se recolhem
Enquanto o sumo dos teus sonhos se jogam de pontes.

O suor escorre da nuca,
Lampeja pelas costas,
Aterriza nas nádegas,
Enquanto eu, tranquilamente te observo.

Em baixo das minhas unhas nefastas tem seu cheiro de puta;
Putamente em plural dócil-chocolate.

Fecho os olhos para tocar o céu da boca com minha língua em gozo adormecido;
Sinto partes de suas coxas ao esbarrar nos caninos de ontem vorazes.

Fronhas ao chão,
Olhos revirados e espuma;
O sol se fez no meio do vigésimo terceiro orgasmo
E nós aplaudimos os raios sedentos de fogo.

Observo as paredes tocadas pelos pés desnudos
E as digitais criminosas das mãos com vinte dedos de unhas ruídas sem esmalte.

Quão longe e longamente fomos juntas pelo espaço,
Não é mesmo?

Trago meus joelhos ralados de encontro ao peito,
Pego do chão o maço;
Longe observo o atraso e a insatisfação do mundo
Enquanto evaporo densamente com a fumaça e os vergões de seus poros.

Noite insana,
No ar; pouca roupa,
Na cama; laços de cobra,
Pela manhã; a cidade turva sem nenhum cantil de flores.

3 comentários sobre “Noite insana

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