A arte causada por tubos de tela

Há telas sem rostos.
Há telas sem gosto.
Há telas e telas…

Enquanto botamos na ponta da fronha o sabor da lembrança sem gosto, nada formamos além de caroço em línguas infestadas de calo.

E carvão não é tão quente a ponto de queimar nossas essências.

Há telas sem rostos.
Há telas sem gosto.
Há telas e telas…

E nossa própria caricatura ri de forma escrachada do produto minguado que somos.

E nos taca sal.
E nos taca água de pia.
E nos comem o rabo.

Deus que vida injusta é essa que me deixou seguir passagem?
Será que não consegue ver que minha mochila não é de viagem?

Há telas sem rostos.
Há telas sem gosto.
Há telas e telas…

Pela libertação da arte dos tubos, eu luto…

Resistência à morte ontem de mim um tanto velha.

O perigo e o paraíso é isso, são esses vértices de telas e ondas.

Nada muito apetitoso, mas uma bela imagem de fome incorrespondida.

Por enquanto serve?

Breve.

2 comentários sobre “A arte causada por tubos de tela

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