Crack e solidão

Preciso me embriagar.
Peço um gole de corote a um morador de rua.
Ele diz:
– Vai, vai rápido. Minha mulher tá logo ali e ela já me jurou de morte umas seis vezes só hoje.

Dou um gole gigantesco. Forte.
O trem passa de forma rápida.
Sinto vontade de vomitar.

Outro morador de rua me oferece crack.

– Seus olhos estão tristes demais no dia de hoje. Crack?

Penso por dois segundos. Nego. Sinto vontade de aceitar. Maldita solidão.

– Crack? Crack?

Dou outro gole num corote. Homem de barba fala sobre fotografia. Preciso mijar.
Não estou bêbada. Infelizmente.

6 comentários sobre “Crack e solidão

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