NOVOS AUTORES

Olá, Escritores!

As mãos pulsam em fogo até que as linhas sejam traçadas corrompidas do próprio peito. É preciso transbordar os milímetros do que somos para que sejamos um pouco menos covardes e solitários do que habitualmente estamos fadados a ser.

Leitores/Escritores, estamos de volta com a divulgação de carne fresca no meio literário. Todos os dias estou a receber trabalhos de autores com interesse em ter seus textos divulgados aqui no blog. Além de dar maior visibilidade para poetas, contistas, cronistas e escritores de fundo de gaveta a categoria: Novos Autores é um meio de descobrir a essência do outro através da arte particular de cada um.

Sendo assim, os autores desta semana são:

Thaysminy Marques – O vácuo quântico de uma barata 

Existe uma espécie de sugador enferrujado nos tetos
das paradas de ônibus da w3
onde sua única função é abrigar e produzir baratas de todos os tipos
tamanhos
e espécies.

Uma ou duas pessoas sabem disso.

Às 22:32h elas escalam paredes
e andam sob o teto, mas sobre.
E se você faz parte de um, dos dois que as notam,
provável que se mova receoso de que alguma delas caia sobre sua cabeça.

Mas enquanto não,
elas desviam de coques,
zíperes de mochilas,
camisas cafonas de gola e listras
fios de cabelos macios,
de ombros viris e tatuados.

Olhando para elas
finalmente compreendo a física quântica
e todos os seus ‘ís’
sobre percepções e realidade.

Elas não existem
se você não vê.

Haverá somente um sugador enferrujado no teto,
carros na rua
e alguns ônibus estacionados
que você aguarda
na esperança de voltar para casa.

PARA ACOMPANHAR O TRABALHO DA AUTORA:

BLOG – INSTAGRAM


Geovane Martins – O falso preceito 

É o preconceito que você sente por mim

Mas pra onde eu vou, é cova

E é uma ova que você vai escapar

Vai por mim…

Quem sabe sua mente aflora

Pois o mundo não perdoa quem fica para trás.

Eles te socam

Os paradigmas devoram

Quem não está em busca de paz

A lâmpada em minha cabeça

Não foi de solução

Foi de confusão

Pregada pela religião

Que em vez de te levar ao céu

Te transformou num monstro então.

A polícia procura pistas

De quem no coração da Paulista

Me transformou numa estatística

Onde nos moldam a mercê da morte

Uma sociedade desse porte

Cada vez mais crente

Consequentemente doente

É só ler a lista

Dos que morrem

Dos que sofrem

Por ser quem é.

Se reerguer aos poucos…

O que é mais difícil?

Se manter em pé?

Ou manter a fé?

 

Em meio ao dolo

Todos no mesmo solo

Lutando tanto

Que minhas preces eu esfolo

Para acordar num mundo melhor

É pelo nosso suor

Unidos numa só voz

Que entoamos um hino

Para que nosso destino

Seja sentido por todos ao redor.

Seja na diplomacia ou no grito

O mundo TEM que mudar

E essa mudança

Vem junto com a esperança

Desconstruindo a intolerância

Que rondam nossas tribos.

Por meio de educação

Brota a informação

Que sempre estivemos

E sempre estaremos aqui

Goste ou não

Me respeite

Minha humanidade não está de enfeite

Para você pisotear

Ou um dia eu te mostro onde é o seu lugar.

Dar uma de louco

E mostrar ao povo

Que não sou nem um pouco

Merecedor de segregar.

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Andres Montiel – Borracho de vida 

Una botella vacía

En un rincón,

La cama desecha

De desamor,

Un cenicero con huellas

De carmín y alquitrán,

Las persianas cerradas

A la vida,

El gato famélico

De amor,

Una nevera

Solo con alcohol,

Palomas blancas

En el alféizar

Muriéndose de risa,

Espejos rotos de ira

Por mostrarte quién eres,

Una mujer mayor

Sentada en el portal

Contemplando a los jóvenes pasar

Recordando texturas, que ya no volverán,

Al anochecer

Un “Hola guapo”

De una sobrina de Mesalina,

La resbaladiza cerradura

Que no se para de mover,

Estas estúpidas lágrimas

Empeñadas en caer,

La nada, por Religión

Creyendo en “to”

Gritos silenciosos

Contemplan el amanecer,

Y el maldito sueño

Que marchó, para nunca más volver.

TRADUÇÃO: Embriagado de vida

Uma garrafa vazia

Em um canto,

A cama desfazem

De desamor,

Um cinzeiro com impressoes

De carmesim e alcatrao,

As persianas fechadas

Vida inteira,

O gato famélico

De amor,

Uma nevera

Sao com álcool ,

Pombas brancas

Nao soleira

Morrendo de riso,

Espelhos desfeitos de ira

Por mostrarte quem é,

Uma mulher velha

Sentada na portal

Contemplando aos jovens pasar

Lembrando texturas

Que nao voltarao,

Ao cair da noite

Um “ola lindo”

De uma sobrina de Mesalina,

O bloqueio escorregadia

Isso nao para de ser mover,

Essas lágrimas estúpidas

Empenhadas em cair

Nada, por religiao

Acreditando em “to”

Gritos silenciosos

Contemplen  o nascer do sol,

E o maldito sonho

Que ele saiu para nunca mais voltar.

PARA ACOMPANHAR O TRABALHO DO AUTOR:

BLOG


 

Se você também escreve e gostaria de ter seu trabalho divulgado aqui no blog para que outras pessoas possam ler, deixe sua mensagem nos comentários e eu ficarei feliz de poder compartilhar aqui toda a sua arte literária.

Durante todo o dia de hoje os autores aqui apresentados terão seus textos divulgados no Instagram Stories no perfil: @a_estranhamente

Até a próxima quinta-feira às 13:00h com mais três novos autores inéditos!  

13 comentários sobre “NOVOS AUTORES

    1. Oh, Estevam! Agradeço imensamente pelo comentário sobre o poema.
      é de grande ganho em questões de melhoria da escrita, o seu comentário.
      Fico feliz por ele ter te alcançado.

      Curtido por 1 pessoa

      1. Por nada thaysmin… realmente, seu texto está excelente… Realista e literariamente muito bem elaborado… fraterno abraço… é um prazer.

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