Preta, eu?

Minha carne sempre exposta tem gosto de ferro quente ao mesmo tempo que tem gosto de mel.

Dos homens adoço os lábios.
Das mulheres atiço a brasa.

Meu corpo é violado pelos olhos vazios e embriagados de incertezas.
Há vidas eu ainda vivo amarrada num tronco invisível carregando bolas de ferro.

O termômetro marca em São Paulo, 30°graus.
Minha pele negra é salgada e ressecada na cor; cinza.

 

2 comentários sobre “Preta, eu?

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