Desafio Literário | O que a vida fez de mim?

Crônicas são mares que habitam de forma passional no cotidiano das pessoas que escrevem. Eu geralmente aprendo coisas demais ao me deparar com o relógio quase marcando meia noite enquanto eu ainda estou sentada nos bancos escorregadios do metrô da linha amarela, observando a humanidade e seus glóbulos de besouro correndo rumo a alguma coisa sem asas o suficiente para alçar voos maiores.

Por falar em crônica, hoje a Emma me fez lembrar do porque eu ainda escrevo, me fez lembrar das cores cinzas que meus olhos avistam a cidade mesmo num dia repleto de céu azul e sol amarelado. Ao me deparar com “evolução“, pude resgatar toda minha literatura mesmo ela estando cansada de escrever sobre as tintas de um muro invisível.

Emma – Evolução

Tudo que eu me lembro agora são fragmentos de notas musicais e cores, várias delas. O mundo me parece mais intenso nesse momento, tudo soa como uma orquestra, as coisas estão no lugar, meus olhos que antes enxergavam preto e branco viram explosões de roxo, vermelho e amarelo enquanto o dia entardecia e o céu passava de um tom azul-escuro ardente e metálico no horizonte, eu caminhava.

Nunca esquecerei de como elas me atingiram, foi como se eu tivesse descoberto uma nova parte do mundo que estava diante de mim todo esse tempo mas que nunca fui capaz de prestar atenção, foi mágico. Eu caminhava.

Prestei atenção na minha respiração, pela primeira vez meus pensamentos estavam ordenados, a cada batida meu coração se enchia de sensações indescritíveis, era eu e a música, as cores e casas, o céu e sua extensão infinita.

Eu caminhei ultrapassando becos, vi janelas e portas fechadas, todo barulho exterior estava abafado pelas palavras que entoavam na minha mente. Como eu fui feliz. Não dancei em público embora quisesse, seria coragem demais pra uma garota que saira de casa em busca de algo indefinível. Essa tarde eu apenas caminhei.

Caminhei pela evolução, caminhei pela felicidade, caminhei pelo dia de hoje, caminhei por mim e pelos outros. Caminhei porque achava que era preciso, acabei surpreendida pelo extraordinário e encontrei mais do que de fato esperava.

Pela primeira vez minha presença conseguiu preencher todo o vazio que me dominava. Me sinto bem e espero que outros possam caminhar e sentir o fulgor crescente da luz alva e cintilante que os farão ver o mundo nítido e esplêndido mesmo que por um único segundo. No fim do dia apenas caminhe.


BIOGRAFIA:  Uso o pseudônimo de Emma quando escrevo, pois não gosto que minhas autorias levem meu nome real. Sinto que quando organizo as palavras da minha mente e as coloco para fora de uma forma sincera e pura me torno outra pessoa, estou sempre me reconstruindo ao fazê-lo.

Penso que num mundo com zilhões de pessoas seria muito chato ser apenas uma delas, cada ser é único, sou Emma, a cada dia tentando me apegar a coisas que acredito a fim de amenizar o barulho desordenado dos meus pensamentos.

BLOG – TUMBLR


 

As inscrições para participar do Desafio Literário ainda estão abertas, restam apenas 4 vagasSe você tem alguma coisa a dizer a respeito do que a vida fez com você, envie o seu trabalho e concorra as últimas vagas no top 10 autores. Toda dia um autor diferente é divulgado aqui no blog e o próximo pode ser você. Então, partiu exercitar a escrita criativa!

 

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