Brincos de madeira e balas de plástico

Mãos frias e transparentes, tocando no contexto de minha pele esculpida pela fervura.

Teus olhos pedem para serem salpicados pelo sal do meu sorriso.

A partícula fina da chuva despenca sobre luzes presas em postes de plástico e meu dorso se remexe grudado em astes de madeira enrigessida.

Um livro sobre à mesa;
suicídio.
Declínio corriqueiro das nossas perturbações mútuas.

As horas pendem junto com o alasca beijando nossas orelhas desprotegidas e então cumprimos nossas dívidas, correndo maratonas em direções opostas.

 

2 comentários sobre “Brincos de madeira e balas de plástico

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