Capitão meu capitão

Homens com as costas coladas no cimento frio.

Três crianças negras jogando bola.

Ao longe um moletom rosa tenta sobressair o pescoço infantil que ninguém enxerga.

Gays. Homos. Lésbicas. Travestis e bissexuais. Eu os vejo. Eu os observo.
E os dedos masculinos pousam em cinturas famigeradas “femininas”.

Ouço crianças gritarem enquanto correm pelo chão do Estado. E elas gritam:
– É meu. É meu!
Hora gritam:
– Deus que me livre!

E então capitão. Quem que deságua as barcas da vida?

4 comentários sobre “Capitão meu capitão

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