O centro de São Paulo. A fotografia urbana e a relação com a literatura

O centro de São Paulo. A fotografia urbana e a relação com a literatura

Quando eu ando pelas ruas do centro da cidade é perceptível a quantidade de corpos acumulados mesclado com a quantidade de vidas invisíveis e fragmentadas.

De uns anos pra cá o número de pessoas em situação de rua cresceu drasticamente. As probabilidades que levam uma pessoa a se encontrar em situação com essas são as mais diversas possíveis e engana-se quem pensa que o uso de álcool e outras drogas é o fator primordial que faz esse número crescer.

Conflitos familiar, empregabilidade, luto, problemas psicológicos, depressão, coração partido e depressão. Estes são outros fatores que agravam a quantidade de pessoas morando em baixo de estruturas já comprometidas pelo tempo.

Quando eu ando pelo centro, consigo ver nitidamente o olhar das pessoas de repulsa, medo, insegurança e ódio ao cruzarem com pessoas em situação de rua. Fico sempre a me perguntar a origem de todos esses sentimentos dentro de um par de olhos.

Se as pessoas soubessem a quantidade de histórias que eu já ouvi e a quantidade de pessoas que eu já conheci apenas pelo simples fato de não desviar meu caminho ou não me fingir de surda quando alguém veio falar comigo…

O mundo precisa de dialética. O mundo precisa que as pessoas não façam da invisibilidade algo real.


Fotografia urbana é uma das coisas que eu gosto de relacionar junto com a literatura. Aliás, você também gosta de fotografia urbana ou também escreve? Então compartilhe este post e deixa nos comentários o nome do seu blog que eu quero poder ler as coisas que você escreve e fotografa.

Um comentário sobre “O centro de São Paulo. A fotografia urbana e a relação com a literatura

  1. Tenho esse mesmo olhar ou posso chamar de necessidade de parar (as conversas são interessantes, melhores do que com algumas pessoas que se dizem normais). Fico incomodada, as vezes, paro pra ouvir essas pessoas. Tem gente que só pelo olhar grita por atenção. Nem sempre dá para parar, nem todas pessoas e lugares nos dão segurança pra falar com moradores de rua. Mas, sim, a maioria não está ali por vontade ou pura loucura. A nossa sociedade está adoecendo sem perceber. Se perdermos esse olhar vamos piorar juntos. Gostaria de fazer algo que ajudasse a mudar isso… tive um caso próximo de uma pessoa que morou na rua por questões emocionais, por falta de apoio familiar. É inexplicável! Nesse caso, o mais triste é ver um bando de religiosos dizendo que era a vontade de Deus e os responsáveis não assumirem suas responsabilidades. As pessoas agem como se um morador de rua fosse alguém que tomasse a decisão de vagar pelo mundo sem uma motivação anterior.

    Curtir

Comente sobre isso

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s