O gozo e as molas

O gozo e as molas

Um mixer de apces triplicam o corpo levando-o a uma atmosfera muito distante desta que compomos. A pele roça para cima e para baixo, deixando por vezes as costelas mais expostas e palpáveis. Um ôco grito pula da garganta de forma projetada fazendo com que todo ruído do mundo me ouça sentindo prazer oriundos dos ovários, trompas e grelo. Enrijesso todas as pontas e pelos, deixando tudo de impenetrável explorar meu alívio em forma de gozo.

Ao voltar a mim, tento ao máximo estralar meus olhos e permanecer segura outra vez em solo fértil. Encosto os cabelos e depois a cabeça num travesseiro sem fronha. Um braço me transpassa o tórax. Respiro dificultosamente. Carros passam com seus motores e a negritude da madrugada faz avançar minha singela vontade de morrer só.

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