Molho de beterraba

As pessoas olham seus próprios dentes na intenção de investigar falhas e defeitos. O calor sobe sobre os rostos de peles coloridas. O coração palpita como um Peru prestes a ser servido na ceia de natal.

Sinto vontade de chorar e me encolher por horas a fio. Mães com criança de colo passam por mim cantando sertanejo. Sinto uma imensa vontade de cagar e beber.

A minha direita existe um espelho na vertical. Me nego a olhar a mim. Uma criança diz: “eu não gosto de cocô, eu tô fedido”.

Segunda-feira.
A garganta pesa em bolas de pelo.
Descargas são acionadas.

Shopping União de Osasco.

“Talvez ele não gosta mais de mim. – diz a mulher que entrou no banheiro para enchugar a xota sangrenta”.

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