MULHER-GOTA

Mulher,
Tu és gota que irradia o mar, os rios…
Que chove, invade a casa, o prumo.
Percorre o cano em meio à rachadura
Nascida num dia obscuro.
Tu és gota que faz sentir o prazer do gozo, que vira suor, sangue, amor, que exagera, não tolera atrasos e nem despedidas.
Gota que une, trafega e some no horizonte das esperanças infecundas.

Mulher,
Tu és gota que nasce em flor, fecunda em amor que assola e perdoa… Palpite sagaz, da trincheira voraz que há de padecer a noite de dor, sangrenta, a costa nua, que suga o gozo da sua voz, perdura… Certeiro, que mata e cura, numa perfeita sintonia indolor.

O oceano que lhe faz infinita e pura, dotada da perfeição da tua alma nua, enxuta, padecendo à loucura da tua imensidão escura que assola o mundo, e diante de si, machuca.

Mulher-gota,
Tu és oceano de caos,
vislumbrando o amor,
nascido em flor num mundo de caos.

Autora: Daniella Barros Muniz da Cruz


Daniella Barros Muniz da Cruz, 25 anos, blogueira do ressignificando
existências, é professora de língua portuguesa no Pré Vestibular Social Leonhard Euler, além de ter experiência como docente, possui um lirismo na veia. Desde os tempos mais primórdios busca inspiração nos acontecimentos de sua vida, e amadureceu sua escrita com o término da faculdade. Atualmente, está concluindo a pósgraduação no CP2 em educação e pretende seguir carreira acadêmica fazendo mestrado e doutorado em linguística.


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