Filhos da vida de, Paulo Brás

Acostume-se com a injustiça

Vivera uma delas

Logo quando nasceu

Sem optar em pedir.

E, agora, conforme-se

Até a hora da morte

A última injustiça que sofre

Quando menos esperou acontecer.

Essa é a sina:

Somos todos filhos da puta

Portanto,

São todos filhos da vida.

Não há bastardos

Ninguém vive desgarrado

Nesse mundo promíscuo

A vida, puta, num cabaré.

A carne a saciar outra carne

O tempo pesando aos poucos

E o que era puro e novo

Tornou-se antiquado

E ninguém quer.

Essa é a sina:

Todos são filhos da puta,

Pois então,

São todos filhos da vida.

E levar consigo a certeza

De que tudo a ser feito

Terá um preço no final.

Qual seria o preço

Da tua putaria?

Será que sentiu tesão

E gozou pra valer

Na puta que é a vida?

Foi sem medo de meter

Ou não quis se arriscar

Colocando a camisinha?

A cada minuto tudo passa

E vai ver o que perde

Ao não ter trepado ainda.

Todos são filhos da puta

Todos são filhos da vida.

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