6 poemas de, Bárbara Seidel

Agora

de hoje em diante

serei abrigo constante

do meu próprio ser

me espero em pódio de chegada

e no girar da fechadura

me abrigo

me visto em minha pele

me caibo

me escondo

e me acho.


Sou casa

destinatário e remetente

ausente e presente

desprovido de disfarces

sou cada pedra no caminho

às vezes em desalinho

testando novos encaixes.


Vejo um caminho

de formigas

pelos vãos

da casa

carregam um pouco de mim

em suas costas rasas.

Quantas voltas

até levarem

todo o meu eu?


Trago em mim

toda a dor

do mundo

logo eu

que mal cruzei

a fronteira

do meu próprio município


A casa interna

em minha mãe

nos conectava

num fio só,

rompido após vir ao mundo

e abrir a porta de casa

alegando querer sentir

a textura das nuvens

e o gosto do mar

Podem procurar


a

           fundo

nas entranhas

no íntimo escondido

cavem com pás de ferro

encontrarão tuas digitais

não nego


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