Eu posso ser cor de rosa

Nunca tive um discurso feminista. Nunca levantei bandeiras, nunca queimei um sutiã na rua.  Sempre fui uma mulher de comportamento padrão família,  casamento, filhos, trabalho. Mas –  reconheço –  ser dona de casa nunca foi o meu forte. Luto até hoje com as panelas que teimam em se acumular, as coisas que não retornam às prateleiras.

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Personagem: Mulher…

Na semana-mês que passou por mim, atribuíram-me uma vez mais o adjetivo característico durante uma fala: “achava que você era lésbica-sapatão”… devido ao meu jeito-estilo de ser-existir e de se vestir. Eu ri porque nunca me ocupei de rótulos. Não os atribuo, tampouco os considero para consumo. Nunca me preocupei com a imagem que o outro tem de mim… até por considerar impossível saber o que o outro vê quando me olha-observa. O olhar tem suas formas peculiares de rótulos e eu nunca me afeiçoei as fôrmas e suas formas. Sempre fui aquela que fugia das multidões, procurando o lado contrário, o canto oposto…

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Mais do que um simples corpo feminino

Eu sou mais do que um simples corpo feminino que vagueia neste planeta, também sou uma mente, também sou uma alma. Por vezes boa, outras má. Geralmente fico má quando sinto que me ofendem e que me desrespeitam além dos limites que eu tolero. Eu mulher, existo e nasci com escolhas. No final, tal como tu, serei a única que “responderei” pelo que escolhi fazer … Continuar lendo Mais do que um simples corpo feminino

Bianca mudou

Já fazia algum tempo que Ronaldo via mudanças em sua princesa Bianca. Ela já não via os canais infantis, as unhas já não estavam mais pintadas de rosa. O cabelo de sua filha parecia maior e mais bonito e agora ele se perguntava em que raio de lugar venderia aquele baton preto que ela usava o dia todo.

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A mulher contemporânea — pela Literatura e pela História

Veja se concorda comigo.
Mulher é como a literatura. Duvido até mesmo que as questões existenciais e a arché dos antigos apresentassem tantas variações quantos foram os papéis das mulheres na história da humanidade.
No início, seu “endeusamento” se dava pela sua fertilidade: era símbolo de continuidade das gerações, da perpetuação da espécie humana. Muitas comunidades matriarcais se levantaram por conta dos descendentes desses seres quase celestiais ofertados pelos deuses para que a vida tomasse forma.

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