Magnetismo minimalista e inusual

“I Could Live in Hope”, debut dos norte-americanos do Low, encanta por seu desapego ao convencionalismo.

Pela colunista: Mara Vanessa Torres

Há músicas que são viciantes. Você dorme e acorda e elas estão lá, grudadas na sua mente como cola super bonder. “I Could Live in Hope” (1994), álbum de estreia da banda de indie rock Low, exerce esse fascínio há 25 anos. 

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Deve haver haveres para que a gente siga existindo de, Laila Oliveira

Era domingo, manhã arrastada pela insólita vontade de seguir na existência. Olhava eu para os tantos e irremediáveis livros, compostos em filas desconexas nas prateleiras cheias de pó. Eles, todos eles, encarando—me como se culpa eu tivesse por me ausentar por tanto tempo de suas páginas—palavras. Olhei pela janela, observei o topo dos telhados, adentrei algumas casas na esperança de saber um pouco mais sobre a vida dos que ali moravam. Nada! Apenas a escuridão e o vazio na mutua harmonia do domingo frio, de pouco sol e nuvens.

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O velho sábio da estação de trem de, Edson H. Baeta

Pela resenhista, Josi Siqueira

Na ficção temos encontrado frequentemente a história de pessoas que precisam de ensinamentos e direções sobre a vida para se transformarem em pessoas melhores, o que é comumente um reflexo da realidade.

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Saci Pererê: Contos Aterrorizantes de, Rodrigo Picon

Domingo, hora do almoço.

A barriga vazia, o mal estar do corpo, a cama convidativa, a companhia ao lado…

Tudo pedia por uma leitura de contos. Abri então o Kindle, folheei pela tela, busquei por novidades…

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Cordões de Celofane, de Paulo Sá

O relógio aproximava-se das quinze horas, o sol ia alto, as crianças pulavam em volta da quadra, os carros e os ônibus passavam… resolvi me sentar, retirei um pequeno livro da mochila, o depositei sobre a mesa da praça, dei um gole na vodka que eu trazia comigo e abri, por fim, no trecho deste poema:

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Quase tudo em cinco envelopes, de Lúcio Pessôa

Era noite. Trazia eu, um semblante cansado e convalescido. O dia havia sido cheio e turbulento quando então, resolvi dar um tempo para um respiro e abrir as páginas do livro de Lúcio Pessôa em: Quase tudo em cinco envelopes.

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