Eu Fragmentada

Eu Fragmentada

Eu escrevo para dar vazão, perante a falta de coragem que eu tenho mediante as diversas coisas que costumo enfrentar no meu dia a dia. Eu escrevo porque, necessito cuspir para fora da garganta todos os nós que me prendem. Eu escrevo, pois me reconheço como detentora de uma força maior que me impulsiona a passar para o papel, tudo aquilo que as outras pessoas querem não ver.

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Eu sou o que as traças deixaram para trás

Meticulosamente as ideias se voltam para um casulo oco. Dormem. Auto se nutrem por lembranças ferrenhas. É tudo pendular, constante e interminável. Escuridão. Paredes negras, solo negro, teto negro. Caixinha de sapatos. Sem forro. Sem seda. Guardada num revestimento de madeira falso, horizontalmente embaixo de roupas antigas, furadas, empoeiradas, destroçadas por traças velhas. Continuar lendo “Eu sou o que as traças deixaram para trás”

Formule ódio e perdão na mesma frase

Reflito todo esse vazio que sinto com relação às mulheres, de uma forma que explique toda uma ausência afetiva, amorosa, zelosa e cuidadora da qual eu não obtive em minha infância. As mulheres que coloco hoje em minha vida e as quais eu deixei adentrar meu mundo foi um pedido de socorro, ou melhor, um tampa, para que toda a minha falta de um processo infantil burlado, fosse suprido à base de sexo, relações conturbadas, traição, mentiras, lágrimas, abandono e solidão. Continuar lendo “Formule ódio e perdão na mesma frase”

Por que ficamos tristes próximo da meia-noite?

Eu sou a ruína. Aqui sentada em um carro parado entre a estação Pinheiros e a estação Butantã. Não é exagero, mas, uma música seguida da outra é melancólica e eu sinto uma extrema vontade de chorar por horas. Tenho um pequeno lenço em meu bolso traseiro esquerdo, mas não gostaria de usá-lo. Eu poderia facilmente ficar aqui estacionada chorando durante horas a fio ouvindo uma depressão lírica atrás da outra.

O tornozelo dói sem dó. O sapato aperta com ódio. Maldito dia que eu escolhi pra usar sapatos. Sapatos femininos pretos. Eu nunca uso sapatos, são desconfortáveis. Tudo é desconfortável além de tênis e chinelo. Porém, ainda ninguém superou as meias quentes em dias de inverno. Continuar lendo “Por que ficamos tristes próximo da meia-noite?”