PROJETO FOTOGRÁFICO 6 ON 6 | NÓS DUAS

Quando eu paro pra pensar na quantidade de dias empregados num relacionamento, eu fico chocada com a capacidade do ser humano de conviver com outra pessoa por anos consecutivos e ainda assim, acordar a cada manhã como se o outro fosse uma eterna novidade ao invés de alguém chato e monótono.

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O voto em branco, as lágrimas e o Vinícius

É com imenso pesar e incredulidade que escrevo este texto. Trago aqui nestas breves linhas um coração partido politicamente, porém, um tanto quanto mais resistente. Continuar lendo “O voto em branco, as lágrimas e o Vinícius”

Maratone-se #3

Ontem eu citei que tinha uma grande inclinação a fotografar homens por ser mais fácil de conduzir um ensaio fotográfico. Pois bem, hoje eu quero citar o homem que atualmente meche com a minha cabeça, com minha audição e literalmente, com o meu coração.

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Meu primeiro amor

Sardas no rosto,
menos três dentes de leite,
pele branquinha como leite de vaca malhada,
cachinhos avermelhados em tom de fogo.
ela tinha uma voz doce, sutil, e era bastante tagarela. Continuar lendo “Meu primeiro amor”

O QUE EU ANDO LENDO?

Alguém mais além de mim, depois de finalizar um livro o coloca do lado esquerdo do peito, de olhos fechados e suspira de forma apaixonada? Continuar lendo “O QUE EU ANDO LENDO?”

2 por cento. 8 minutos de sobra

O céu anuncia chuva forte. Árvores tentam decepar suas próprias raízes e fugir para longe. Pessoas aos montes brotam correndo desesperadas receosas por uma tempestade. Avisto um rosto conhecido e abraço o mais apertado que eu posso o corpo de uma mulher. Gotas pingam em minha camiseta polo cor de vinho usada pela primeira vez. Continuar lendo “2 por cento. 8 minutos de sobra”

Cartas para, Carolina.

Amor, deixo a testa em rugas e os olhos sedentos, mas não é raiva o que sinto, só por hoje, porém, não tão pouco o bastante, não é raiva o que me inflama.
Soletro meu próprio fôlego com versos decassílabos na esperança de trazer novamente um pouco de tom coral à vida. Continuar lendo “Cartas para, Carolina.”

Rosas vermelhas não alteram tempestades

O útero dói. Gota a gota uma enorme poça de sangue se forma e percorre o labirinto das coxas, canelas, pés… Sinto-me quente nesta sexta-feira tão fria enquanto uma garoa fina despenca do céu camuflando-se em minhas lágrimas mornas.

Debruçada em uma ponte observo a cidade, conto os passos dados por segundo na esperança de esquecer-me de mim por um breve infinito de tempo. Ao fechar os olhos, visualizo rosas vermelhas desabrochadas, dóceis, femininas… Continuar lendo “Rosas vermelhas não alteram tempestades”

As guerras que travamos sem necessidade

Os lábios beijados no canto da boca se tornam um oficio da conquista manipuladora. Os olhos são mísseis que obrigam você a entregar a guerra. Às vezes estamos diante da terceira guerra mundial, brincando com a barricada de proteção das propriedades alheias.
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