Carta para meu personagem favorito

Velho, Henry!

Ultimamente tenho bebido demais a ponto de sentir meu fígado desplugando por minhas pregas, não sei o que pode ser, talvez seja o cansaço pelo percurso do tempo ou talvez seja a boa e velha solidão.

Por aqui, tudo vai muito ensolarado e as pessoas costumam a suar mais e consequentemente os corpos cospem uma espécie muito rara de sal. Agora, três vezes na semana eu tenho que vestir calças que me apertam e subir uma ladeira cansativa só para estar “mais apresentável” perante um monte de homens e mulheres que possuem seus cérebros cozidos pelas mazelas da vida. Continuar lendo “Carta para meu personagem favorito”

Derivações de uma sexta-feira

3:12 da manhã. O sono não me invade, ao contrário, me mutila a mente, me castiga a carne. Penso nas atrocidades da vida, na personalidade e no egocentrismo das pessoas, em idas ao psicólogo, em porres de cerveja, em lâminas rasgando meus pulsos.
 
Tudo, tudo agora gira em torno de meu egoísmo, desde as garrafas desalinhadas até as pequenas coisas escritas em papeis amassados dentro das gavetas de minha escrivaninha, tudo gira em torno de meu egoísmo de certa forma.

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Sua companheira para todas as horas

Amor,

Eu a estimo tanto. Hoje pela madrugada, pensei deveras em ti. Meu amor, minha graciosa companheira, hoje é um dia de certa angústia admito, sinto meu coração inquieto e as emoções pisotearem minha mente. Uma inquietação toma conta de meu semblante, me remetendo a memórias passadas, a fatos já consumados. Penso em toda a minha vida, exclusivamente sobre as privações de mim mesma. Confesso-lhe, lágrimas rolam quentes face abaixo, inundando o travesseiro. Sabe meu amor, tenho toda uma vida na inconsistência de incertezas, de medos enfadonhos e mutilações emocionais do próprio ser. Está noite, acometida mais uma vez pela insônia, pensei em diversas coisas que reforçaram ainda mais minha madrugada em claro. Lembrei-me de muitas coisas que gostaria de compartilhar-lhes aqui contigo, para que meu peito se esvazie e minha consciência adormeça. Continuar lendo “Sua companheira para todas as horas”