Na favela tem gato preto

Havia uma viela e uma boca de fumo. Whisky, cocaína, cerveja, armas. Do nada da escuridão, Washington brota sorrindo com um brilho nos olhos de quem já havia me visto pelas ruas de terra. A suas costas, dois homens ainda se valiam pelo escuro enquanto cabisbaixos, seguravam sacos brancos de plástico, com farinha branca em pequenas cápsulas transparentes. Continuar lendo “Na favela tem gato preto”

No calendário: 27 de Janeiro de 2018

– Vou fazer esse corre. Vai dar certo sim se deus quiser.

– Pode pá irmão, com fé em deus vai dar certo.

Sentados em pequenos degraus no meio de uma viela estreita que continha uma goteira incessante, um homem cimentando uma laje, uma criança brincando com folhas de papel em branco ajoelhada no chão molhado, dois adolescentes revigoravam sua fé em Deus. Continuar lendo “No calendário: 27 de Janeiro de 2018”

COLETIVO 15

Era noite de garoa fina, o céu negro roubava o espaço das estrelas enquanto eu permanecia perdida, tentando encontrar o point da batalha de rimas.

Na mochila o tão querido, Cantina do Vale. Na mente a tão famigerada expectativa…

Segunda-feira, 20:23 da noite. Rua Maria Rita Balbino, São Paulo. COLETIVO 15. Continuar lendo “COLETIVO 15”