Não existe poema

porque a dor varreu tudoem mim e o tempo me varreu tambémmeus filhos me varrerame depois minha mulhere também os cachorrose também, Deus … a vida passandoa pele virando papelo corpo cheio de feridao coração murchomurchomurchoque nem florque também é varridaassim que resolve morrer Mas, eu queria vivertalvez,só um pouquinho maistalvez,pra ter tempo de me despedirde mim mesmoe olhar meus olhos cansadospela última vez,antes de … Continuar lendo Não existe poema

A cidade e as não-cores

Era quase chuva. Os corpos transitavam feito baratas desviando do sorriso e das mãos estendidas dos homens com a face coberta de cores vivas. O céu enegrecia. Homens e mulheres fugindo para suas rotas solitárias em cavernas de pelúcia. Lá estavam os livros que não foram entregues para serem acolhidos por olhos emergentes. O vapor do clima transbordou os bueiros. Os palhaços sorriam e continuaram … Continuar lendo A cidade e as não-cores

O centro de São Paulo. A fotografia urbana e a relação com a literatura

O centro de São Paulo. A fotografia urbana e a relação com a literatura

Quando eu ando pelas ruas do centro da cidade é perceptível a quantidade de corpos acumulados mesclado com a quantidade de vidas invisíveis e fragmentadas.

De uns anos pra cá o número de pessoas em situação de rua cresceu drasticamente. As probabilidades que levam uma pessoa a se encontrar em situação com essas são as mais diversas possíveis e engana-se quem pensa que o uso de álcool e outras drogas é o fator primordial que faz esse número crescer. Continuar lendo “O centro de São Paulo. A fotografia urbana e a relação com a literatura”