@a_estranhamente

Olhar. Fracionar. Se redimir

Olhos seguem os passos pelo lado de dentro das vitrines, enquanto os olhos que transitam do lado de fora no carregar de seus próprios calcanhares grossos e cascudos, não são capazes de notar que uma grande orquestra de olhos funciona a medida que um conjunto de “anormalidades”, passa pelos trilhos e se vai para sempre.

Do lado de fora alguém sorriu sozinho. Através dos vidros frágeis podia-se notar olhares de repulsa e asco. É possível ver através de uma invisibilidade superficial o quanto os olhos são o próprio reflexo de ódio subjetivo. Continuar lendo “Olhar. Fracionar. Se redimir”

Fome de macarrão e palitos de madeira

A fome exalta os sentidos mais esquecidos e nos faz raciocinar de forma gradual.

Observo cinco homens saudáveis, fortes e famintos devorarem macarrão instantâneo com palitos de madeira, automaticamente, a mesma fome que habitava seus estômagos se esvai por uma foto. Continuar lendo “Fome de macarrão e palitos de madeira”

A humanidade e seus glóbulos de besouro

De volta à velha rotina com a humanidade e seus glóbulos de besouro, fincando suas garras nas jugulares infantis.
Lá se vão os pares de bicos de aves silvestres, tentando tagarelar algo coerente, coerente e não muito mortífero.
Rasgo meu próprio peito com lâminas enferrujadas na esperança que um tétano me traga uma morte dolorosa, só assim a vida nestes dias de fúria prevaleceram de algum modo descente. Continuar lendo “A humanidade e seus glóbulos de besouro”