Símbolo feminino e lágrimas salgadas

Alguma coisa faz penicar os olhos de uma garota a minha frente. Talvez um cílios desprendido, ou quem sabe um teco de poeira urbana.

A garota tinha um broche com dois símbolos femininos em sua camiseta do Che Guevara e um pequeno corte sutil em um dos braços. Observei seus trejeitos em fração de segundos e voltei para minha leitura. Vez ou outra os olhos pinicavam e as mãos iam de encontro aos olhos. Continuar lendo “Símbolo feminino e lágrimas salgadas”

Menina Sofrida

Cara companheira, hoje eu te confesso que vivenciei um passado tão deprimente e solitário quanto uma tragédia fatídica e desconcertante.

Uma caixa revestida de luzes de Led. Um oxigênio maçante, uma neutralidade inexistente. Lágrimas teimavam em cair, molhar a camiseta, molhar as digitais dos dedos e embaçar as lentes de meus óculos. Assim que eu pisei naquele solo, algo em mim afundou-se tão profundamente em meu peito que até o presente momento não consegui expulsar. O relógio marca 22:17h. A cidade lá fora segue seu percurso e, aqui dentro de mim as memórias bailam acompanhadas da morte. Continuar lendo “Menina Sofrida”