Eu Fragmentada Post fixo

Eu Fragmentada

Eu escrevo para dar vazão, perante a falta de coragem que eu tenho mediante as diversas coisas que costumo enfrentar no meu dia a dia. Eu escrevo porque, necessito cuspir para fora da garganta todos os nós que me prendem. Eu escrevo, pois me reconheço como detentora de uma força maior que me impulsiona a passar para o papel, tudo aquilo que as outras pessoas querem não ver.

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Borboletas na chuva de, Mara Vanessa Torres

Chove forte. Gotas autoritárias despencam do céu sem bater na porta ou enviar carta de apresentação. Tudo pesa. O ar, a própria respiração, a cabeça, o corpo, a alma. Acima de tudo, a alma; fogo fátuo de nossa crença que derruba sobre os ombros uma tonelada inteira e tudo o que podemos fazer é movimentar as pálpebras de cima para baixo em círculos eternos de paz. Chove do lado de dentro da minha casa. Gastei horas na rua vagando em busca de soluções enquanto o sol reinava quente, auspicioso. A forte luz ofuscando a visão, clareando ideais que nem eu mesma sabia que tinha, apontando caminhos. As estradas já iluminadas são muito mais fáceis de seguir do que empreender uma busca por lamparinas em armazéns velhos, mesmo que essas lamparinas esquecidas produzam uma luz própria, alimentada ou apagada por você.

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Livro Proibido

Atrás de um montante de apostilas escolares e amontoados de folhas velhas, que toda vez que eu as olhava me jogavam num morro gigante de lembranças infantis solitárias. Empilhadas de forma vertical, diversas apostilas utilizadas traziam o meu nome e minha série. Um dia, ao entrar no quartinho dos fundos onde toda a bagunça que minha mãe juntara por anos consecutivos de vida, avistei atrás destes zilhões de lembranças desconfortáveis um livro de páginas amarelas faltando a contra capa e uma das orelhas, o nome que restara do que já foi um livro inteiro um dia era – A queda para o alto de, Mara Herzer.

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Livro Eu Fragmentada + Brindes

Olá, leitores & escritores!

Quando as grandes livrarias e o mercado editorial entram em crise, o que nós escritores fazemos? Sentamos num canto escuro e choramos por horas? Nos entristecemos e lamentamos por esse grande desastre? E se, ao invés de ficarmos preocupados com nossas carreiras literárias nós passássemos a produzir e comercializar nossos próprios livros? Exatamente, nós como escritores independentes assumirmos o risco de concretizar nossos sonhos!

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Trocas com, Renata Leão

Promessas não cumpridas, Maria Vitoria 

Olho e reolho para esse tema e a única coisa da qual eu consigo pensar é em mulheres. Mulheres e passados que nunca serão enterrados. Mulheres e suas fagulhas que me acendem em textos e me deixam torrando em chamas em cada linha tracejada. Mulheres e suas peles da qual eu escorava minha face nos tons solenes de seus braços, pescoço, seios, coxas e nadegas. Mulheres que batiam em minha porta em madrugadas de chuva. Mulheres que seguravam minhas mãos nas ruas do centro da cidade enquanto todos os olhos se voltavam raivosos contra nós. Mulheres e seus sorrisos camuflados de mentiras. Continuar lendo “Trocas com, Renata Leão”

Trocas com: Renata Leão

Ei, pessoal!

Trocas com Renata Leão?

À partir de hoje, toda segunda-feira, postarei textos literários que serviram de desenvolvimento da escrita criativa e desabafo poético entre mim, Maria Vitoria e a também escritora, Renata Leão. Já faz um tempo que nós compartilhamos uma troca de temas específicos por e-mail, afim de externalizar nossas angústias  e desenvolver nossa escrita. Trocas com Renata Leão, me permitiu experimentar diferentes olhares e diferentes modos de escrita de um jeito que há tempos eu não desenvolvia.

Como funciona essa troca?

Toda semana, eu e a Renata trocamos e-mails e cada uma designa para outra, um tema específico das mais variadas particularidades. Através destes e-mails, nós passamos a refletir uma sobre a outra e a realidade que nos consome. Toda segunda-feira, será postado aqui no blog um texto de cada escritora com dois temas distintos que uma designou para outra. Continuar lendo “Trocas com: Renata Leão”

Os livros que abandonei

O corpo se move em direção as fileiras menores e os olhos tateiam os títulos até que as retinas cocem. A língua tem que chamuscar alguma coisa, ou então, tem de salivar como um cão ao avistar uma tigela de sobras do almoço. Estaticamente, por milésimos de frações uma única e simples frase terá de ser convincente o suficiente para que eu não vá embora. Abandonos prévios antes que as páginas se acabem, antes que os personagens virem mártires, antes que meu esôfago se embrulhe em matéria pasteurizada e eu tenha de vomitar outra obra jamais iniciada.  Continuar lendo “Os livros que abandonei”

Qual meu gênero literário favorito

Depende se sou eu quem escreve ou se sou eu quem lê. Certos dias eu me encontro no meio da rua, com o semáforo aberto e fico ali, um puta tempão ou até os carros-motos buzinarem.

Fico ali, observando tudo. Inclusive observo até o cheiro que o perfume das moças colegiadas e dos homens peões de obras possuem. Continuar lendo “Qual meu gênero literário favorito”

Desafio Literário | O que a vida fez de mim?

Último dia de Desafio Literário e na boa? Que DESAFIO! Recebi inúmeros trabalhos de pessoas muito articuladas e muito boas. Papai, como foi difícil escolher somente 10 autores. A cada nova linha que eu iniciava eu conseguia me projetar para além de mim, aposto que todos os leitores do desafio sentiram algo a mais ao ler cada novo autor.

Quando se trata de literatura o assunto fica sério. A coisa fica doida e a experiência a uma nova leitura é sempre um orgasmo sem preliminar. Falando em orgasmo, estou aqui me colocando a pensar nos escritos da Fernanda Abreu… O blog dela foi um puta achado, e mais do que isso, aposto que daqui a algum tempo escreveremos um livro juntas de tanto que trocamos e-mails com textão gigante sobre as nossas tão diversas realidades.

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