Como escolho os livros que leio

Para finalizar o maratone-se deste mês de outubro, os livros que eu escolho para ler depende muito do meu estado de espírito e da minha disposição pra leitura. Há dias que eu faço questão de ler algo grande e robusto, livros de trezentas páginas adiante, outros dias eu sinto imensa vontade de ler algo fino e gostoso, coisas menores como poesia. Existem certos períodos que eu encaixo minhas leituras de acordo com o gênero literário que eu esteja escrevendo. Quando estou muito na fissura de ler, vou até a biblioteca da faculdade e pego de três a quatro livros diferentes, porém, fielmente, sempre pego no minimo duas obras sobre psicologia.   Continuar lendo “Como escolho os livros que leio”

Se eu pudesse escolher viver em um livro

Não faço ideia. Não há nada em específico por mais que eu já tenha lido uma quantidade razoável de livros nesses vinte e sete anos. Mas uma coisa eu tenho certeza, jamais iria querer viver em um livro de fábulas ou infantil.

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Os livros que abandonei

O corpo se move em direção as fileiras menores e os olhos tateiam os títulos até que as retinas cocem. A língua tem que chamuscar alguma coisa, ou então, tem de salivar como um cão ao avistar uma tigela de sobras do almoço. Estaticamente, por milésimos de frações uma única e simples frase terá de ser convincente o suficiente para que eu não vá embora. Abandonos prévios antes que as páginas se acabem, antes que os personagens virem mártires, antes que meu esôfago se embrulhe em matéria pasteurizada e eu tenha de vomitar outra obra jamais iniciada.  Continuar lendo “Os livros que abandonei”

Qual meu gênero literário favorito

Depende se sou eu quem escreve ou se sou eu quem lê. Certos dias eu me encontro no meio da rua, com o semáforo aberto e fico ali, um puta tempão ou até os carros-motos buzinarem.

Fico ali, observando tudo. Inclusive observo até o cheiro que o perfume das moças colegiadas e dos homens peões de obras possuem. Continuar lendo “Qual meu gênero literário favorito”

Como organizo a minha estante

Na parte superior o santuário Bukowskiano, formado pela coleção quase completa das obras de Charles Bukowski. Este santuário conta com a presença de três garrafas de cerveja importada, uma xícara do Buk, um cantil para ingestão de bebidas alcoólicas e um mini bordado do Buk bebericando algo.

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Como teve inicio minha vida de leitora

Apesar de sempre gostar de escrever e usar da escrita minha válvula de escape, nunca fui muito de ler. O único formato que eu me arriscava a ler poucas linhas eram os gibis da Turma da Mônica. Até que, um dos frequentadores do antigo restaurante que minha mãe costumava trabalhar olhou para o que eu trazia em minhas mãos, fitou meus olhos e indagou: “Você não tem mais idade pra ler esse tipo de coisa, vá procurar algo mais maduro pra ler.” Eu só tinha sete anos. O que então, seria algo maduro para leitura? Continuar lendo “Como teve inicio minha vida de leitora”

Maratone-se #7

Aqui estamos nós no último dia da maratona de textos e eu percebi que funciono muito melhor quando tenho uma obrigação com a escrita. Sempre me ocorre de ficar dias, semanas e por muito azar, meses sem escrever um parágrafo se quer. Porém, sempre que acontece da Dona Lunna Guedes me lançar um desafio, isso é o suficiente para travar uma guerra espartana dentro de mim mesma e quando sento-me em frente a tela branca, é como se todo o poder do meu subconsciente viesse lindamente à tona.

Não tenho uma rotina para escrever. Não sou do tipo que só funciona em certos horários. Pode ser na madrugada em que os olhos não se pregam, pode ser voltando para casa sentada nos bancos das estações de metrô, pode ser enquanto observo às luzes artificiais da cidade da janela do nono andar, ou mesmo durante uma aula monótona e por incrível que pareça, até durante o sexo. Uma força maior me move e eu paro qualquer posição ou recepção ao gozo para correr em direção a algo que suporte minha mão pesada contornando linhas.  Continuar lendo “Maratone-se #7”

Maria Vitoria Francisca

Maratone-se #6

Os retratos passam pelo corpo de forma cíclica. Sorriso esboça vertigens num processo histórico que jamais poderá ser curado pelo tempo. Olhos caem num peso invisível enquanto o sol contorna o corpo feminino sagrado com tonalidades de absorção fragmentária exposta.

Corpo. Pende em moléculas frias.

A fumaça expele raízes fortes que fogem para grutas que sangram na interface da lua.

Terra. Água. Fogo. Ar. Mastigando-se entre si um projétil denominado; força.

Terra. Água. Fogo. Ar. Rasgando os ventres revestidos por paredes de flores semi aquecidas. Continuar lendo “Maratone-se #6”

Maratone-se #5

São Paulo, 21 de setembro de 2018.

Dia de feira. Pastel com ovo e cerveja de 575 ml de Brahma. Axilas transbordando o sol que a semana regou com chuva. Boleto da faculdade para pagar com doze dias em atraso. Vinho de dez reais de 1 Litro às 10:03 da manhã só para sentir fervilhar o fígado a muito tempo decomposto.

Lucca, eu nunca fui simpática aos trejeitos infantis e jamais cogitei ao fato de vaporizar o cheiro de johnson’s baby, mas quer saber? Eu bem que roubaria sua colônia para me banhar nos dias de temperatura de aproximadamente 16º graus.  Continuar lendo “Maratone-se #5”