Símbolo feminino e lágrimas salgadas

Alguma coisa faz penicar os olhos de uma garota a minha frente. Talvez um cílios desprendido, ou quem sabe um teco de poeira urbana.

A garota tinha um broche com dois símbolos femininos em sua camiseta do Che Guevara e um pequeno corte sutil em um dos braços. Observei seus trejeitos em fração de segundos e voltei para minha leitura. Vez ou outra os olhos pinicavam e as mãos iam de encontro aos olhos. Continuar lendo “Símbolo feminino e lágrimas salgadas”

O lugar em que escrevo

Corpos em formato de mar dão gás as linhas que adiante surgem em formato de redenção. Pés coloridos, ocos e brilhantes transitam pelos espaços que meus textos circulam, hora uma voz começa uma crônica, hora uma boca apoiada em latas de lixo mastigando a fome é tema de uma poesia de tonalidade crua. Ondas acaloradas que escorrem do amontoado de vida bailam de forma nefasta pelo ar que sutilmente me abraça apertado, meu esqueleto se estremece ao contato do vapor quente e úmido, meus lábios salivam um líquido pegajoso, minhas narinas se desplugam e correm para longe e minha mente evapora-se e voa… Continuar lendo “O lugar em que escrevo”

2 por cento. 8 minutos de sobra

O céu anuncia chuva forte. Árvores tentam decepar suas próprias raízes e fugir para longe. Pessoas aos montes brotam correndo desesperadas receosas por uma tempestade. Avisto um rosto conhecido e abraço o mais apertado que eu posso o corpo de uma mulher. Gotas pingam em minha camiseta polo cor de vinho usada pela primeira vez. Continuar lendo “2 por cento. 8 minutos de sobra”