Deve haver haveres para que a gente siga existindo de, Laila Oliveira

Era domingo, manhã arrastada pela insólita vontade de seguir na existência. Olhava eu para os tantos e irremediáveis livros, compostos em filas desconexas nas prateleiras cheias de pó. Eles, todos eles, encarando—me como se culpa eu tivesse por me ausentar por tanto tempo de suas páginas—palavras. Olhei pela janela, observei o topo dos telhados, adentrei algumas casas na esperança de saber um pouco mais sobre a vida dos que ali moravam. Nada! Apenas a escuridão e o vazio na mutua harmonia do domingo frio, de pouco sol e nuvens.

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3 Poemas do livro: Depois do Outono de, Érika Freire

Depois do Outono, o livro de poesias da escritora e jornalista Érika Freire, lançado em 2018 pela editora Urutau.

Há algum tempo atrás, eu apresentei a Érika pra vocês aqui no blog, se você ainda não viu, aqui está o dia da estréia dela. Nesse dia, contei um pouco sobre quem é Érika Freire, o que ela faz, do que ela gosta e comentei um pouco sobre seu livro, Depois do Outono.

Hoje, eu trago pra vocês, 3 poemas de Depois do Outono para que vocês possam apreciar essa belezinha e conhecer melhor o trabalho da autora. Confiram:

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Trocas com, Renata Leão

Promessas não cumpridas, Maria Vitoria 

Olho e reolho para esse tema e a única coisa da qual eu consigo pensar é em mulheres. Mulheres e passados que nunca serão enterrados. Mulheres e suas fagulhas que me acendem em textos e me deixam torrando em chamas em cada linha tracejada. Mulheres e suas peles da qual eu escorava minha face nos tons solenes de seus braços, pescoço, seios, coxas e nadegas. Mulheres que batiam em minha porta em madrugadas de chuva. Mulheres que seguravam minhas mãos nas ruas do centro da cidade enquanto todos os olhos se voltavam raivosos contra nós. Mulheres e seus sorrisos camuflados de mentiras. Continuar lendo “Trocas com, Renata Leão”

NOVOS AUTORES

Olá, Escritores!

A velha rotina retorna e agora 80% recuperada posso andar pelas ruas observando a humanidade, alias, meu hobby preferido. Nas andanças de ontem pelo bairro Liberdade, eu pude claramente ver o porque eu escrevo, e porque isso é tão importante para mim. Escrever é mais do que prática ou como alguns gostam de denominar, “um dom“. Vai um pouco mais além, pra mim o ato de escrever se tornou uma ótima válvula de escape para tudo o que me atormenta ou me magoa. Ultimamente, o que mais vem me magoando é observar a humanidade e reparar como as pessoas andam em passos de formiga, carregando peso invisível em seus ombros, com os olhos extremamente cabisbaixos e tristes, as desigualdades sociais, a política, a falta de respeito e afeto e a necessidade da tecnologia nas mãos ao invés de livros físicos para contemplar.

Por falar em tecnologia e coisas tristes, como vocês preferem fazer uma leitura: Através de um celular, tablet, kindle e etc… Ou vocês preferem o bom e velho livro e a textura das páginas?

Sendo assim, as autoras desta semana são: Continuar lendo “NOVOS AUTORES”