Trocas com, Renata Leão

Entorpecer para não enlouquecer, Maria Vitoria

O cérebro esguicha um torpor pesado, é preciso então esvaziar toda essa insanidade.

As ideias correm rápidas demais, por vezes, passo de dois a três dias ininterruptos tragando os estigmas da vida e a concepção de nossa própria racionalidade. Diante disto, é preciso defecar restos de mim que se somam a cada segundo, gerando o endurecer e o putrificar de um vômito calejado. Às vezes, é necessário que eu mesma me fuzile num muro desprovido de cores. Eu também bebo. Eu também masturbo-me. Continuar lendo “Trocas com, Renata Leão”

Trocas com, Renata Leão

As marcas que deixei por, Maria Vitoria

Os pulsos são a ciência que eu sempre terei de comprovar o quanto sofri. Sim, estes mesmos pulsos lambidos pela lâmina cega todo dia de forma pontual às 20:35 da noite.
As figuras icônicas nas paredes de tinta branca me fazem transbordar para doze anos atrás quando eu ainda tinha minha coluna no encaixe do tapete de tranças negras e vermelhas, costuradas por um preço barato.
Por falar em costuradas, posso perfeitamente agora sorrir ao tocar as cicatrizes que trago em meu peito de forma sutil e singela. Continuar lendo “Trocas com, Renata Leão”

Desafio Literário | O que a vida fez de mim?

Todos os entraves da vida se misturam em nossos sonhos e nas nossas expectativas. Quando crianças somos condicionadas a esperar do futuro sempre o melhor e o mais colorido possível do progresso. Mas aí, nós crescemos e descobrimos que mesmo com o sol batendo nos vitrais de nossas janelas, tudo o que sempre desejamos nunca sai da maneira como a gente quer. Então a vida bate feio em nosso lombo e nos castiga, mas quer saber? Isso é resistência!

Hoje vocês podem acompanhar a trajetória de vida da autora, Ana Claudia Marques e refletir sobre as coisas que a vida faz com a gente. Fere, arde, não é a morte mas vale como uma puta experiência. Uma crônica que deixa tão visível os passos e os sentimentos adquiridos ao longo de vinte e tantos anos.  Continuar lendo “Desafio Literário | O que a vida fez de mim?”

NOVOS AUTORES

Olá, Escritores!

A velha rotina retorna e agora 80% recuperada posso andar pelas ruas observando a humanidade, alias, meu hobby preferido. Nas andanças de ontem pelo bairro Liberdade, eu pude claramente ver o porque eu escrevo, e porque isso é tão importante para mim. Escrever é mais do que prática ou como alguns gostam de denominar, “um dom“. Vai um pouco mais além, pra mim o ato de escrever se tornou uma ótima válvula de escape para tudo o que me atormenta ou me magoa. Ultimamente, o que mais vem me magoando é observar a humanidade e reparar como as pessoas andam em passos de formiga, carregando peso invisível em seus ombros, com os olhos extremamente cabisbaixos e tristes, as desigualdades sociais, a política, a falta de respeito e afeto e a necessidade da tecnologia nas mãos ao invés de livros físicos para contemplar.

Por falar em tecnologia e coisas tristes, como vocês preferem fazer uma leitura: Através de um celular, tablet, kindle e etc… Ou vocês preferem o bom e velho livro e a textura das páginas?

Sendo assim, as autoras desta semana são: Continuar lendo “NOVOS AUTORES”