Como escolho os livros que leio

Para finalizar o maratone-se deste mês de outubro, os livros que eu escolho para ler depende muito do meu estado de espírito e da minha disposição pra leitura. Há dias que eu faço questão de ler algo grande e robusto, livros de trezentas páginas adiante, outros dias eu sinto imensa vontade de ler algo fino e gostoso, coisas menores como poesia. Existem certos períodos que eu encaixo minhas leituras de acordo com o gênero literário que eu esteja escrevendo. Quando estou muito na fissura de ler, vou até a biblioteca da faculdade e pego de três a quatro livros diferentes, porém, fielmente, sempre pego no minimo duas obras sobre psicologia.   Continuar lendo “Como escolho os livros que leio”

Como teve inicio minha vida de leitora

Apesar de sempre gostar de escrever e usar da escrita minha válvula de escape, nunca fui muito de ler. O único formato que eu me arriscava a ler poucas linhas eram os gibis da Turma da Mônica. Até que, um dos frequentadores do antigo restaurante que minha mãe costumava trabalhar olhou para o que eu trazia em minhas mãos, fitou meus olhos e indagou: “Você não tem mais idade pra ler esse tipo de coisa, vá procurar algo mais maduro pra ler.” Eu só tinha sete anos. O que então, seria algo maduro para leitura? Continuar lendo “Como teve inicio minha vida de leitora”

PROJETO FOTOGRÁFICO 6 ON 6 | TRICK OR TREAT

Gostosuras ou travessuras?

Halloween bate a nossa porta nos cobrando doces de caramelo e balas cristalizadas. Crianças em suas fantasias fantasmagóricas. Aboboras nas janelas esboçando a temática mais aterrorizante do ano. Bruxas horríveis montadas em suas vassouras, fazendo seus feitiços, tramando bruxarias enquanto acaricia gatos pretos, transformando homens em sapos, engordando criancinhas com pirulitos e guloseimas para depois os comerem como talheres de prata.  Continuar lendo “PROJETO FOTOGRÁFICO 6 ON 6 | TRICK OR TREAT”

Que mundos te guardem e te apartem de mim…

O mundo é vasto e infinito. Quem diabos sabe dizer qual a melhor localidade para se sentar com a coluna ereta ou com o tronco em posição horizontal para escrever algo além daquilo que a mente diz para rascunhar?

Já tentei de tudo, mesmo esse tudo não sendo (quase nada). Já me dispus a trocar um quarto inteiro de lugar, já fui à feira com caderno e lápis na mão, já me fixei em bibliotecas municipais, já me desloquei a cemitérios, já me sentei ao chão em estações de mêtro na hora do rush, já visitei titias só para usar o cenário de suas casas como palco para minhas escritas, já viajei para outras cidades, já troquei de namoradas para ganhar inspirações novas, já fiquei dias sem dormir quase beirando a loucura e a demência, já escrevi em ônibus lotado passando a cem por hora em cima de lombadas, já fiz de tudo um pouco, de pouco um tudo e, ainda assim, não encontrei o lugar ideal para me sentar e escrever. Continuar lendo “Que mundos te guardem e te apartem de mim…”

– É uma rosa rubra a autora dessas linhas

“Você nunca vai aprender a ler e a escrever. Você é burra demais pra isso, eu desisto de ensinar alguma coisa pra você garota.”

Engraçado como essa frase ainda me acompanha. Como depois de tantos anos eu ainda posso ouvir em meus ouvidos as palavras duras e cruéis de M. Continuar lendo “– É uma rosa rubra a autora dessas linhas”

— escuto o silêncio de boca-a-boca, de porta-a-porta

As portas soam como sinos de fabricas. Os cartões de ponto são demarcados e a liberdade atinge peitos dilacerados pelas horas hostis e deprimentes.

Atraso por atraso e os segundos correndo contra minha própria vida. Precisei pegar um ônibus qualquer para chegar até o centro, meu estomago doía pelos milésimos percorridos, encontrei bilhetes na mochila que tinha ganhado de um morador de rua, um amigo me puxou pela mochila enquanto eu passava apressada pela estação de metrô e disse: “Eai, lixo”. Continuar lendo “— escuto o silêncio de boca-a-boca, de porta-a-porta”

– A leitura que faço de mim mesma

Olhos pousados nas janelas com uma gota a pender da retina esquerda. Miragens de mim mesma correm na contramão de meu próprio corpo e espírito. É como se tudo o que sou se refletisse nessa janela respaldada pela penumbra das estações da vida. Os tímpanos se ensurdecem com o grave que toca a alma, come o ventre, pisa no próprio raciocínio lógico do termo evasão. Tudo o que eu sou é silvestre, é extinção, é mata fechada para expedição infantil militar depredatória. Bambu por bambu, cipó por cipó, galho por galho, e eu aqui de novo, pulando as arestas de uma selva desmatada pela hipocrisia. Continuar lendo “– A leitura que faço de mim mesma”