Cheiro de mofo e dentes separados

Proporções de você se escoram em meus ombros derramando o perfume que usava em nossas juventudes. Meus olhos doloridos esguicham água salgada enquanto meus ouvidos sobrevoam para fora das janelas de plástico. Sinto sua voz desmanchando por entre meus dedos e meu útero dói constantemente. Vertigens acaloradas tomam conta de meu ser que hoje sente-se tão ausente, sente-se acanhado por sustentar ossos, sangue e pele. Continuar lendo “Cheiro de mofo e dentes separados”

Rosas vermelhas não alteram tempestades

O útero dói. Gota a gota uma enorme poça de sangue se forma e percorre o labirinto das coxas, canelas, pés… Sinto-me quente nesta sexta-feira tão fria enquanto uma garoa fina despenca do céu camuflando-se em minhas lágrimas mornas.

Debruçada em uma ponte observo a cidade, conto os passos dados por segundo na esperança de esquecer-me de mim por um breve infinito de tempo. Ao fechar os olhos, visualizo rosas vermelhas desabrochadas, dóceis, femininas… Continuar lendo “Rosas vermelhas não alteram tempestades”

Sua grande novidade

Minha querida, eu estive pensando… por onde andam as mulheres que já estiveram em minha cama? As que se aconchegaram em meu peito? As que disseram que me amavam?

Por quantos corpos mais elas se perderam até se encontrarem aonde estão agora? Quantas loucuras profanas elas tiveram que se submeter em troca de um pouco de amor ou uma trepada sem graça com um pouco mais de cinco minutos de duração? Continuar lendo “Sua grande novidade”