Chamada Aberta para recebimento de Poesia e Prosa

A Revista Garupa voltou!

Criado em 2014 no Rio de Janeiro, a garupa atua de modo independente em frentes editoriais da literatura e arte, integrado por moradores das zonas norte e oeste.

Enfrentando diariamente os obstáculos urbanos, o coletivo editorial Garupa busca dar visibilidade a autores e produtores de arte e literatura contemporâneas.

Continuar lendo “Chamada Aberta para recebimento de Poesia e Prosa”

XIII Bienal Internacional do livro do Ceará

A data já passou mais eu não poderia deixar de trazer a participação mais que especial da nossa resenhista, Josi Siqueira que participou da XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará que aconteceu entre os dias 16 a 25 de agosto, com o tema: As cidades e os livros.

Josi e seu livro de crônicas e poemas: Me Acusaram de Querer Mudar, foram um dos inúmeros destaques literários da Bienal desse ano. Confiram o que esse grande evento representou para a escritora e resenhista.

Continuar lendo “XIII Bienal Internacional do livro do Ceará”

Nucas. Pulsos e fibras

Todos os cangotes possuem o mesmo perfume. Fragrância está que se camufla entre linhas e tecidos e tece, meu coração em desalinho com as lembranças. Cá estou eu novamente, a seguir o cheiro que deságua perante minha passividade. Estou sempre a caminhar tentando não pisar em ovos, tentando não pensar no gosto dos seus pelos infincados no céu da minha boca. Ultimamente, tenho falhado tanto em prol do desespero, temendo sempre, por não buscar seus olhos ao tropeçar. Há sempre um eco em mim que esbarra nas memórias da temperatura do seu corpo, posso tocar o ar e sentir o vapor que cozinhava nossas peles perdidas entre lençóis. Por dois segundos, tento voltar a uma realidade concreta, tento negar ao máximo o doce cheiro do seu perfume em corpos que nunca foram o seu. Meu coração palpita. Respiro ofegante. Os dedos formigam.

Continuar lendo “Nucas. Pulsos e fibras”

Deve haver haveres para que a gente siga existindo de, Laila Oliveira

Era domingo, manhã arrastada pela insólita vontade de seguir na existência. Olhava eu para os tantos e irremediáveis livros, compostos em filas desconexas nas prateleiras cheias de pó. Eles, todos eles, encarando—me como se culpa eu tivesse por me ausentar por tanto tempo de suas páginas—palavras. Olhei pela janela, observei o topo dos telhados, adentrei algumas casas na esperança de saber um pouco mais sobre a vida dos que ali moravam. Nada! Apenas a escuridão e o vazio na mutua harmonia do domingo frio, de pouco sol e nuvens.

Continuar lendo “Deve haver haveres para que a gente siga existindo de, Laila Oliveira”

Entrevista com o escritor e musicista, Paulo Sá

Recentemente, publiquei por aqui a resenha do livro de poemas, Cordões de Celofane do escritor e musicista, Paulo Sá. Se você ainda não viu a resenha, você pode acompanhar, clicando bem aqui.

Hoje, trago uma entrevista feita com o Paulo a respeito do seu processo literário e um pouco de sua vida fora da escrita, uma vez que ele também é: ficcionista, redator, trabalhos editoriais, professor de redação, e na música, como guitarrista, compositor, letrista e pesquisador musical.

Paulo Sá, ainda nos trás uma perspectiva do caminho que trilhou até aqui e dá algumas dicas para quem deseja se tornar um escritor, além de nos contar sobre os resultados obtidos após o lançamento do seu livro. Acompanhem:

Continuar lendo “Entrevista com o escritor e musicista, Paulo Sá”

3 Poemas do livro: Depois do Outono de, Érika Freire

Depois do Outono, o livro de poesias da escritora e jornalista Érika Freire, lançado em 2018 pela editora Urutau.

Há algum tempo atrás, eu apresentei a Érika pra vocês aqui no blog, se você ainda não viu, aqui está o dia da estréia dela. Nesse dia, contei um pouco sobre quem é Érika Freire, o que ela faz, do que ela gosta e comentei um pouco sobre seu livro, Depois do Outono.

Hoje, eu trago pra vocês, 3 poemas de Depois do Outono para que vocês possam apreciar essa belezinha e conhecer melhor o trabalho da autora. Confiram:

Continuar lendo “3 Poemas do livro: Depois do Outono de, Érika Freire”

Cordões de Celofane, de Paulo Sá

O relógio aproximava-se das quinze horas, o sol ia alto, as crianças pulavam em volta da quadra, os carros e os ônibus passavam… resolvi me sentar, retirei um pequeno livro da mochila, o depositei sobre a mesa da praça, dei um gole na vodka que eu trazia comigo e abri, por fim, no trecho deste poema:

Continuar lendo “Cordões de Celofane, de Paulo Sá”