Mulheres negras rasgando o verbo através da poesia

Ninguém liga pra mulher ou pra sua dor…

–  Tawane Theodoro

 

Nasceu pobre, preto, se fudeu, não é ninguém…

– Victoria Maria

 

Parece que dos filhos de Deus, eu sou bastarda…

– Patricia Meira

 

Era cada rajada, cada pedrada, que a cada fala dessas manas empoderadas eu quase sai da batalha meio tonta e desnorteada. Três manas pretas e periféricas, soltando a voz na primeira edição do Slam Resistência do ano.

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POESIA MARGINAL

Há tempos, bem sabemos que a poesia é mais do que versos, estrofes, métricas, redondilhas, decassílabos, simétrica, lírica e por aí vai…

Bem sabemos também que todos os loucos são poetas e que todos os poetas têm um tanto de artista. Mas, o que vem a ser de fato poesia? Poesia falada? Poesia escrita? Poesia marginal? Poesia?

Pensando em poesia, há tempos ando rondando as rodas poéticas periféricas, atrás de um tiro no peito. Já que sou dura como rocha e fria como gelo. Assim sendo, creio eu de forma convicta que as periferias têm muito mais poesia do que as páginas de um livro antigo e extremamente aplaudido. Veja bem, não desmereço, nem ao menos faço pouco caso dos grandes poetas, muito pelo contrário, eu os venero, afinal, os grandes foram mares para minhas braçadas tão pequenas. Mas, nos tempos da famigerada ”GERAÇÃO WIFI”, muitos artistas, poetas e poetisas marginais se revelam e ganham um espaço de voz que eu venho apreciando muito. Continuar lendo “POESIA MARGINAL”