A democracia brasileira e o amor ao ódio

Um branco em tom de jaleco atravessa um muro preto. Um preto em tom de sujeira pisa num chão branco. Os dois tons se unem em comunhão a troca – uns vendem pinos e papéis – uns oferecem narizes e notas altas. Há pedras rolando nas mãos infantis. Há pedras que fumam. Há pedras que matam. Vermelho combina com olhos esfumaçados – que combina com … Continuar lendo A democracia brasileira e o amor ao ódio

Varrendo os pretos para debaixo da calçada

O sol se mescla em meio a nuvens de chuva. Caminho apática e com o útero em dores pelas calçadas que há anos meus pés tanto percorrem. A vida continua frenética e as pessoas bordam um zigue-zague de forma proporcional.

Duas motos, dois homens brancos de farda, um jovem negro. Continuar lendo “Varrendo os pretos para debaixo da calçada”