Qual é o preço de uma pessoa invisível?

Hoje foi meu primeiro dia de aula na faculdade depois das férias. Coloquei o essencial na mochila: 1 livro, 1 guarda chuva, 1 suéter, 1 garrafa de 500ml de água, 1 pacote de biscoitos com 3 bolachas dentro. Vesti uma calça depois de quase dois meses sem usar uma roupa que não fosse um pijama. Atualizei minha playlist de música, deixei pendurado na altura do meu peito os fones de ouvido, coloquei no bolso traseiro do lado esquerdo da calça, um lenço, como aqueles de pessoas idosas, na cor azul claro e, finalmente sai as ruas rumo ao bairro Liberdade com uma extrema vontade de andar de ônibus. Continuar lendo “Qual é o preço de uma pessoa invisível?”

No calendário: 25 de Janeiro de 2018

As ruas ferviam e pessoas e mais pessoas brotavam como se fosse um grande espetáculo para o fim dos tempos.

O calor era insano, clima abafado, suor banhando os corpos de todos que por ali habitavam…

E então ali estava eu. Av. Paulista fechada, somente bicicletas do Bradesco em circulação, algumas pequenas apresentações artísticas e rostos semi-iguais, quase sem nenhuma expressão. Continuar lendo “No calendário: 25 de Janeiro de 2018”

Sexo em banheiros públicos e juras de amor proibidas

Eu estava ali, olhando para aquela privada repleta de mijo nas bordas e em seu interior. Joguei um pedaço de papel dentro do vaso, olhei as paredes frágeis que revestem os banheiros públicos. Ao menos o lixo tem tampa: pensei. Tudo parecia cômodo. Seguramente frio e confortável. A única coisa quente naquele cubículo éramos nós, e mais quente que meu próprio corpo térmico era, Samanta. Ou melhor, a vagina de Samanta. Continuar lendo “Sexo em banheiros públicos e juras de amor proibidas”