PROJETO FOTOGRÁFICO 6 ON 6 | NÓS DUAS

Quando eu paro pra pensar na quantidade de dias empregados num relacionamento, eu fico chocada com a capacidade do ser humano de conviver com outra pessoa por anos consecutivos e ainda assim, acordar a cada manhã como se o outro fosse uma eterna novidade ao invés de alguém chato e monótono.

Continuar lendo “PROJETO FOTOGRÁFICO 6 ON 6 | NÓS DUAS”

Carta para meu autor favorito

Buk,

Minha cueca está rasgada na bunda e o tecido da cadeira de plástico faz suar o buraco mais escuro. Há dias venho acordando cedo pra caralho para produzir coisas, editar coisas e falar com pessoas que não conheço. Todo santo dia eu vejo Carolina se vestir de forma apressada entre 6:50 e 7:10 da manhã, enquanto eu tenho os raios de sol inundando minha janela que nunca é fechada durante a madrugada. É sempre o mesmo ritual de calejar os dedos martelando em teclas pequenas, encarar a página em branco, olhar pela janela, obsevar o topo das casas e dos prédios, ouvir os motores arrancando de lá pra cá e beber dúzias de cervejas pretas vencidas.

Continuar lendo “Carta para meu autor favorito”

®existir | Maria Vitoria

Meus caros leitores, Recentemente a escritora e editora, Lunna Guedes, reuniu um punhado de textos com o tema: Resistir, escrito por diversos outros tantos escritores que compõe a cena underground independente brasileira e eu, jovem mortal e a mais nova de toda leva, tive um dos meus textos de resistência postado em sua revista virtual. Confiram a seguir… Resisto, enquanto tenho um cano molhado de … Continuar lendo ®existir | Maria Vitoria

Entrevista com a escritora, Lunna Guedes

Escritores(as)!

Venho por meio deste lhes apresentar a primeira entrevista realizada pessoalmente com perguntas e fotografias feitas por mim. Todas as palavras aqui contidas foram transcritas de uma forma singular por uma pessoa muito querida por mim que tive o prazer de conhecer através desse universo dos blogs e que desde então temos uma relação de escrita e café muito proveitosa. Os convido para apreciarem as palavras da Escritora, Editora e Artesã de livros, Lunna Guedes dona da editora:  Scenarium PluralContinuar lendo “Entrevista com a escritora, Lunna Guedes”

Como escolho os livros que leio

Para finalizar o maratone-se deste mês de outubro, os livros que eu escolho para ler depende muito do meu estado de espírito e da minha disposição pra leitura. Há dias que eu faço questão de ler algo grande e robusto, livros de trezentas páginas adiante, outros dias eu sinto imensa vontade de ler algo fino e gostoso, coisas menores como poesia. Existem certos períodos que eu encaixo minhas leituras de acordo com o gênero literário que eu esteja escrevendo. Quando estou muito na fissura de ler, vou até a biblioteca da faculdade e pego de três a quatro livros diferentes, porém, fielmente, sempre pego no minimo duas obras sobre psicologia.   Continuar lendo “Como escolho os livros que leio”

Se eu pudesse escolher viver em um livro

Não faço ideia. Não há nada em específico por mais que eu já tenha lido uma quantidade razoável de livros nesses vinte e sete anos. Mas uma coisa eu tenho certeza, jamais iria querer viver em um livro de fábulas ou infantil.

Continuar lendo “Se eu pudesse escolher viver em um livro”

Qual meu gênero literário favorito

Depende se sou eu quem escreve ou se sou eu quem lê. Certos dias eu me encontro no meio da rua, com o semáforo aberto e fico ali, um puta tempão ou até os carros-motos buzinarem.

Fico ali, observando tudo. Inclusive observo até o cheiro que o perfume das moças colegiadas e dos homens peões de obras possuem. Continuar lendo “Qual meu gênero literário favorito”

Como organizo a minha estante

Na parte superior o santuário Bukowskiano, formado pela coleção quase completa das obras de Charles Bukowski. Este santuário conta com a presença de três garrafas de cerveja importada, uma xícara do Buk, um cantil para ingestão de bebidas alcoólicas e um mini bordado do Buk bebericando algo.

Continuar lendo “Como organizo a minha estante”

Como teve inicio minha vida de leitora

Apesar de sempre gostar de escrever e usar da escrita minha válvula de escape, nunca fui muito de ler. O único formato que eu me arriscava a ler poucas linhas eram os gibis da Turma da Mônica. Até que, um dos frequentadores do antigo restaurante que minha mãe costumava trabalhar olhou para o que eu trazia em minhas mãos, fitou meus olhos e indagou: “Você não tem mais idade pra ler esse tipo de coisa, vá procurar algo mais maduro pra ler.” Eu só tinha sete anos. O que então, seria algo maduro para leitura? Continuar lendo “Como teve inicio minha vida de leitora”