Rachadura pós sexo

Há uma rachadura na parede que encaro enquanto tenho meu corpo – nu – em cima do corpo de uma mulher.

Grudadas por suor em formato de cola é possível sentir as veias que sobressaltam nosso peito – pescoço – vulva.

Meus olhos estão fixos demais na rachadura. Fixos tão firmemente que duas gotas d’água pingam por cima dos ombros dela e caem diretamente no meu lençol azul sujo como todo o resto deste quarto.

Em minha mente eu só consigo pensar no quanto eu queria trepar até que minhas entranhas saíssem pelo meu grelo Continuar lendo “Rachadura pós sexo”

Cacique xamã iorubá

– Índios. Índios e seus tambores barulhentos. Vê? Ou melhor, ouve?

– Não ouço nada.

– É engraçado. Os índios passam em cima da sua caixa d’água, tocando seus tambores e fazendo seus rituais. Como você não consegue ouvir isso?

– Você está chapada. Muito chapada.

– Será que você consegue conversar com eles? Falar pra eles tocarem seus tambores um pouco mais baixo? Preciso dormir.

– Mais a gente não ia transar?

– Iamos? Continuar lendo “Cacique xamã iorubá”

Preliminar Gostosa

Fez cara de vergonha, misturada com timidez e deboche. Essa menina sabia como me olhar de fato!

Olhei para os lados como se tentasse fugir do olhar dominador dela, mas com tuas mãos fervorosas ela trouxe de volta meu olhar para o dela.
Pensava eu; como fugir se tudo o que quero é me render, e com certeza ela me manterá presa. Não teve outro jeito, sem muita demora os lábios dela grudaram os meus, e como se fosse bicho, me devorou a boca toda. Senti a temperatura dela subir conforme minhas mãos em teu corpo se perdiam. Me devorou a boca, quase lhe rasguei a carne, éramos dois felinos então. Continuar lendo “Preliminar Gostosa”

Expondo a nudez

Eu só precisava enterrar seu corpo dentro do meu conotativo desejo, jogando suor em cima das flores que cobriam o ambiente do quarto pequeno.

Cabia somente a mim expor a nudez e elevar o fascínio do sexo a outro nível. E ela sabia, ou melhor sentia, que eu era bem capacitada para tal façanha.

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Prazer, encanto

Teu corpo trêmulo, tuas carnes firmes, teu gozo em meus dedos, tua voz ofegante em meus ouvidos…

Preciso de mais, é preciso dizer. Necessito de você refém em meus braços, colada em meu corpo, refugiando-se em meu peito, encharcando meus lençóis. Por onde andava toda a minha gana de ti? Açoito-me diariamente sobre isto, indagando-me até quando eu poderia aguentar distante de seu magnifico corpo desnudo e quente. Enfim, tudo o que me resta neste exato momento são as lembranças de ti ontem em minha cama, e que lembranças… Continuar lendo “Prazer, encanto”

Puta, mãe e do lar

– Mamãe, você vai ficar fora a noite toda hoje de novo?

Doralice, com lágrimas nos olhos, ajoelha-se em frente a Clarinha e beija sua face.

– Sim, minha abelhinha. Mamãe vai ter que ir trabalhar hoje de novo, mas não se preocupe, assim que os primeiros raios de sol apontarem no céu, eu estarei de volta para você, ok?

– Promete?

– Claro, meu amor! Alguma vez a mamãe já deixou de voltar pra você?

– Não. Mas mesmo assim. Eu odeio quando você tem que ir… Continuar lendo “Puta, mãe e do lar”

Segunda-Feira, parte 2

Eu não via a hora para que, Carolina voltasse a ficar comigo novamente. O relógio parecia voltar para trás a cada minuto que se estendia o tempo, era agoniante e desesperador… 

Quando não, finalmente os ponteiros marcavam-se 19:15 e meu celular vibra; era ela que se encontrava no portão de minha casa à minha espera. Fui então busca-la e eu mal tinha aberto o portão e ela já foi entrando e me enchendo de beijos, me abraçando e proferindo estar cheia de saudades. Não me deu muito tempo para que eu conseguisse trancar o portão, colocar o Spike para dentro, fechar a porta e pendurar as chaves, ela estava toda desesperada e afoita e já foi logo me arrastando escada a cima em direção ao meu quarto.  

Nem se importou com a bagunça, as garrafas, a cama desfeita, a música antiga, ao latido do cachorro lá na sala ou ao piano sendo tocado pela garotinha que morava na casa ao lado. Ela não se importou, muito menos se atentou a nada, simplesmente me pegou pelos braços violentamente e me jogou em minha cama tirando-a do lugar com a força e rapidez que meu corpo foi empurrado para cima dela. Carolina estava tão apressada e fogosa que mal me dava folego ou chances de dizer ou fazer algo que não fosse ou se parecesse com ato sexual. 

Ela veio por cima de mim me olhando como um caçador do reino animal admira sua presa antes de devora-la, e então me beijou os lábios e me apertou os braços, não resisti, foi como se um animal também em mim tivesse sido despertado e estivesse altamente pronto para o combate. Nos encaminhamos para a possessão da carne, o aguçar dos cheiros e do toque, a sensibilidade da pele e a vulnerabilidade da audição. Corri gentilmente minha mão de baixo para cima em suas costas por de baixo da blusa, mas começando bem suavemente causando leves espasmos no corpo dela, subindo até chegar ao pescoço, e a partir daí passei com mais firmeza meus dedos em sua nuca e enfiei meus cinco dedos por entre seus belos cabelos cacheados e puxei levemente ao mesmo tempo que minha boca já em seus ouvidos soltavam breves e calorosos gemidos de aguçar qualquer libido e arrepiar qualquer menor partícula corporal.  Continuar lendo “Segunda-Feira, parte 2”