Como melhorar seu texto literário? Part 1

Rondando pelas mídias sociais e até aqui mesmo, no mundo dos blogs, tenho visto várias pessoas que escrevem um texto qualquer e logo em seguida o publicam, sem nenhuma revisão. Mediante a estas publicações, percebo pelos comentários que os leitores ficam incomodados se percebem muitos erros em um texto, principalmente se forem erros ortográficos ou gramaticais. Por isso, vou expor aqui quais são os principais pontos de revisão e como proceder para garantir maior qualidade para seus trabalhos.

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A volta às aulas e a ansiedade

A volta às aulas e a ansiedade

Depois de dois meses longe da habitual rotina, hoje voltei oficialmente para a faculdade. Acordei perto das oito da manhã com o céu cinza e pequenas gotas de chuva. Eu tinha dois contos para revisar e dois módulos da minha especialização em álcool e drogas para fazer. Levantei, desliguei o ventilador, fui até o banheiro e me deparei com os tapetes todos embolados: o maldito gato havia cagado nos tapetes! Os botei pra lavar, mas antes, trucidei o gato com meu mau humor matinal. Me recompus e voltei para o quarto-escritório. Enquanto o computador ligava, rolei os dedos entre as redes sociais para ver o que estava acontecendo. Não sei por que faço esse mesmo ritual toda manhã, abrir o Instagram, verificar quem deu um coração nas postagens, deixar um coração nas mensagens do direct, contabilizar a quantidade de perfis que visualizaram os Storys…

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Borboletas na chuva de, Mara Vanessa Torres

Chove forte. Gotas autoritárias despencam do céu sem bater na porta ou enviar carta de apresentação. Tudo pesa. O ar, a própria respiração, a cabeça, o corpo, a alma. Acima de tudo, a alma; fogo fátuo de nossa crença que derruba sobre os ombros uma tonelada inteira e tudo o que podemos fazer é movimentar as pálpebras de cima para baixo em círculos eternos de paz. Chove do lado de dentro da minha casa. Gastei horas na rua vagando em busca de soluções enquanto o sol reinava quente, auspicioso. A forte luz ofuscando a visão, clareando ideais que nem eu mesma sabia que tinha, apontando caminhos. As estradas já iluminadas são muito mais fáceis de seguir do que empreender uma busca por lamparinas em armazéns velhos, mesmo que essas lamparinas esquecidas produzam uma luz própria, alimentada ou apagada por você.

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O que te impulsiona a escrever?

O que te impulsiona a escrever?

Como você se sente sendo escritor?

O que te faz transbordar em palavras aquilo que você não tem coragem de dizer olhando nos olhos de outra pessoa? O que te move a esse processo de criação que impulsiona toda a sua força e te faz empregar em seus textos toda a potência que ninguém mais consegue?

Escrever é mais que um passa tempo, profissão, brincadeira ou obrigação… Escrever é transbordar pela vida e conhecer a nós mesmos o tempo todo. É lutar com nossos próprios demônios diariamente e nos questionar o tempo todo se estamos no caminho certo.

Mas afinal, qual é o caminho certo a se seguir?

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Peça

A vida é uma peça de teatro muito bem montada. Daquelas que se você errar algo, perde um ou dois espectadores. Se confrontá-los será julgada(o) da forma mais ignorante possível. O script é feito pelas mãos de uma sociedade doente, que te observa desde criança, antes mesmo de você dizer uma palavra. Não os deixe ver que está com medo, usam isso contra você, isso e todas as outras vulnerabilidades que te faz ser humano. Quando as cortinas se fecham não terá mais nada, apesar de alguns permanecerem ao seu lado não poderá contar com eles de verdade. Nos dão a opção de lidar com um teatro cheio. Cheio de gente que não se importa, estão ali fazendo mais um papel, fingindo que se importam, sendo que quando todos forem, elas irão também. A gente tem sempre medo de pular uma fala ou rasgar aquele papel estúpido e sentar pra escrever outro. Então suporte esse peso nas suas costas e essa dor feita pela pressão em sua garganta. Só pare. Olha ao redor, todos seguindo pelo mesmo caminho da mesma maneira, cada um exercendo o seu personagem. Sabendo suas falas, seus gestos, seus movimentos, a quem recorrer, com quem falar, em quem se aproximar. Continuar lendo “Peça”

Tela em branco

Era uma tela em branco, refletindo tudo o que andava sentindo. Tomou um gole do café, acendeu o cigarro. Era de madrugada, a rua ainda fazia barulho. A cidade nunca dormiu de verdade. Mergulhou o pincel na tinta vermelha e passou pela tela, depois na azul, na preta, na branca. Estava a semanas sem produzir nada, os papéis andavam jogados pelos cantos do apartamento, assim como as telas que se empoeiravam. Nada saía.Nem arranhando pela garganta, muito menos pelas pontas dos dedos das mãos. Era só uma mistura de cores aleatórias, completamente sem sentido, revirando sua cabeça. Encarou o líquido preto no copo e o viu fazer parte do caos naquela tela, escorrendo por entre as cores.Tinha que respirar, tomar um banho, sair de casa, comer alguma coisa, ver gente, sentir o mar. Aquelas coisas que lhe fariam bem. Mas não queria, nem tinha vontade. Se sentia nada, estar ou não estar, não faz diferença, não faz falta, como se nunca tivesse vivido de verdade. Existiu em alguma época e sumiu com o tempo que se foi, mas permaneceu entranhado. Passou a vida tendo suas sensibilidades apunhaladas, família, escola, rodas de amigos, sendo observada. O vazio dos corredores do prédio nessas horas, tirava um peso das suas costas. Não tinha muito com o que se preocupar. Não haviam olhos para lhe ver. Encostou a tela no poste, percebendo pela calçada que molhava a sola dos seus pés descalços, que não havia visto a chuva passar. Olhou para aquela avenida, ouvindo vozes ao longe. Eram risadas. Fazia três dias que não saía de casa, a madrugada andava  tirando seu sono, mas lhe dava outro mundo para observar, melhor do que aquele que a levava a se esconder. Era reconfortante. Continuar lendo “Tela em branco”

Observar em silêncio é melhor que dizer algo

Observar em silêncio é melhor que dizer algo – poderia ser uma das máximas da minha vida. Estou plenamente convicta que esta é uma das atitudes mais sábias que terei aprendido ao longo das minhas quatro décadas.

A verdade é que até há algum tempo eu não era nada assim. Poderia dizer que, quando era “Menina e moça”, era aquilo que em Portugal se chama de “uma rapariga sem papas na língua”. Sempre gostei de falar, de exprimir as minhas ideias, os meus pontos de vista. Sempre gostei de contar aos outros sobre aquele livro ou aquele filme que tinha visto e que era tão, mas tão bom, que tinham absolutamente de ler ou ver. E assumo que me dava um prazer enorme perceber quão persuasivo era o meu discurso, quando a pessoa me vinha falar do livro ou do filme que tinha acabado por ler/ ver por causa da minha crítica positiva. Continuar lendo “Observar em silêncio é melhor que dizer algo”

5 Dicas para vencer o medo de escrever

A folha em branco e o vazio das ideias criam em nós um medo monstruoso na hora de escrever. Mas o que fazer para superar este medo uma vez que queremos ser escritores?

Ser escritor sugere-se que sejamos o melhor amigo das palavras e que não tenhamos dificuldade alguma na hora de escrever qualquer coisa que seja, porém, bem sabemos que não é assim que funciona. Quantas vezes eu já não passei dias ou mesmo semanas sem conseguir escrever uma única palavra que fosse por medo de escrever algo que não fosse relevante? Ou algo que não fosse bom o bastante? Ou algo que ninguém iria gostar de ler?

Com o tempo eu tive que criar estratégias para trabalhar esse medo na hora da escrita e enfrentar de uma vez por todas a tão temida folha em branco sem que isso fosse realmente um problema. Então, eu vou te dar 5 dicas que me ajudaram a trabalhar este meu medo para que você também consiga escrever melhor e se tornar mais confiante. Continuar lendo “5 Dicas para vencer o medo de escrever”

®existir | Maria Vitoria

Meus caros leitores, Recentemente a escritora e editora, Lunna Guedes, reuniu um punhado de textos com o tema: Resistir, escrito por diversos outros tantos escritores que compõe a cena underground independente brasileira e eu, jovem mortal e a mais nova de toda leva, tive um dos meus textos de resistência postado em sua revista virtual. Confiram a seguir… Resisto, enquanto tenho um cano molhado de … Continuar lendo ®existir | Maria Vitoria

Trocas com, Renata Leão

Entorpecer para não enlouquecer, Maria Vitoria

O cérebro esguicha um torpor pesado, é preciso então esvaziar toda essa insanidade.

As ideias correm rápidas demais, por vezes, passo de dois a três dias ininterruptos tragando os estigmas da vida e a concepção de nossa própria racionalidade. Diante disto, é preciso defecar restos de mim que se somam a cada segundo, gerando o endurecer e o putrificar de um vômito calejado. Às vezes, é necessário que eu mesma me fuzile num muro desprovido de cores. Eu também bebo. Eu também masturbo-me. Continuar lendo “Trocas com, Renata Leão”