Trocas com, Renata Leão

O que eu aprendi na vida noturna de São Paulo, Maria Vitoria

Eu aprendi a beber. A sofrer por amor. A usar drogas. A ficar com medo da polícia. A chorar. A dormir nas calçadas. A voltar pra casa. A escrever crônica. A comer. A beijar garotos. A beijar garotas. A frequentar baile funk. A ficar perdida na estrada. A ver prostituição. A ver travestis fazendo programa. A ver homens fazendo programa. A ver crianças fazendo programa. Continuar lendo “Trocas com, Renata Leão”

Trocas com, Renata Leão

Promessas não cumpridas, Maria Vitoria 

Olho e reolho para esse tema e a única coisa da qual eu consigo pensar é em mulheres. Mulheres e passados que nunca serão enterrados. Mulheres e suas fagulhas que me acendem em textos e me deixam torrando em chamas em cada linha tracejada. Mulheres e suas peles da qual eu escorava minha face nos tons solenes de seus braços, pescoço, seios, coxas e nadegas. Mulheres que batiam em minha porta em madrugadas de chuva. Mulheres que seguravam minhas mãos nas ruas do centro da cidade enquanto todos os olhos se voltavam raivosos contra nós. Mulheres e seus sorrisos camuflados de mentiras. Continuar lendo “Trocas com, Renata Leão”

NOVOS AUTORES

Olá, Escritores!

Acabo de voltar para casa após ficar alguns dias em leitos hospitalares. É gozado a forma como a vida se torna frágil e amedrontadora quando tudo o que você tem a sua frente é soro que pinga em suas veias e gritos de senhoras que possuem 80% do corpo quebrado. Ao menos eu tinha um novo livro para ler: Sobre o Amor, Bukowski . Um ótimo livro que me levou a crer que ainda há esperanças na vida, no amor e principalmente nas novidades literárias.

Sendo assim, os autores desta semana são:

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Dia de Reblogagem

Você me conhece?

 

As palavras tem poder. O escritor pode ser deus ou pode ser o diabo. Uma frase tem o poder de mudar uma vida. Um livro pode te fazer chorar e se sentir destruído, mas em hipótese alguma você pode morrer sem ter transitado pelo vale do conhecimento literário.

Existem textos bons, textos ruins e textos meia boca. Há quem diga que é escritor, sem de fato “ser”. Há quem escreve livros de autoajuda. Há quem escreva livros infantis. E, ainda existem os que escrevem com alma, dor e sofrimento. Esses são os que eu mais amo. Esses são os que eu venero. E parte do que eu sou é cinza e a outra é carne crua.

Sendo assim, as indicações de novos escritores desta semana são:

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Dia de Reblogagem

Você me conhece?

Quantas vezes postamos aquele baita texto, cheio de riqueza e lindamente bem estruturado e soltamos ele pelo mundo na esperança de atingirmos os corações alheios? Ou quantas vezes mostramos nossas obras de arte para algum conhecido ou familiar e ninguém dá bola ou entende nossa essência?  Continuar lendo “Dia de Reblogagem”