Escritores independentes

Escritores independentes que você deveria conhecer

Olá escritores,

Quem escreve sabe, que a leitura é parte primordial do nosso processo de criação literária, certo?

E por falar em leitura, recentemente eu conheci uma escritora brasileira que reside atualmente na Colômbia. Entre trocas e diálogos, Mariana Ribeiro Maia me apresentou a sua obra de estreia: Para onde vão as elefantas depois da chuva.

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Entrevista com o escritor, Paulo Abe

Paulo Abe possui três livros publicados, sendo Sexo Sagrado finalista da Primeira Maratona Literária do Selo Carreira Literária da Editora Oito e Meio. O conto O Nome de Deus vencedor do 3º prêmio SFX de Literatura e o mais atual, Um corpo divisível, uma autoficção vencedora do Programa Nascente, da Usp.

Um corpo divisível é um conjunto de contos que representa a metáfora do tema problematizado por Paulo Abe em cada uma das narrativas, contadas ao contrário, no revés de um nascimento em que se descobre gêmeo de outro. Do locus inicial, a morte, até a chegada ao ponto de reencontro consigo e com o seu outro: o útero.

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Talvez, ser escritor seja uma espécie de maldição!

Olhando pela janela nesse exato momento, fico pensando em todo o processo pelo qual passamos todos os dias e que acabamos nos esquecendo de contemplar. Às vezes, a gente fica tão focado no término do dia, em voltar pra casa e descansar nosso corpo cansado, que nem acabamos nos dando conta que durante vinte e quatro horas a gente fez um zilhão de coisas e viu mais um trilhão de coisas, mas ao final do dia tudo o que importa é o descanso, um banho quente, uma comida gostosa, uma rede social pra relaxar e se possível, um carinho entre pés e lençóis com uma sequencia de sono calmo e profundo…

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Que tipo de influência nós somos, quando o assunto é depressão e setembro amarelo?

Ontem fui ao mercado comprar maionese pra fazer um patê com mostarda, ketchup e cebola, uma das minhas melhores habilidades culinárias. Nessa de escolher dentre várias opções, acabei também passando no corredor de bebidas alcoólicas e peguei uma cerveja que eu ainda não tinha tomado: “Colorado Ribeirão Lager”; “cerveja clara com laranja”.

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Magnetismo minimalista e inusual

“I Could Live in Hope”, debut dos norte-americanos do Low, encanta por seu desapego ao convencionalismo.

Pela colunista: Mara Vanessa Torres

Há músicas que são viciantes. Você dorme e acorda e elas estão lá, grudadas na sua mente como cola super bonder. “I Could Live in Hope” (1994), álbum de estreia da banda de indie rock Low, exerce esse fascínio há 25 anos. 

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Tá todo mundo com falta de afeto no peito, isso sim!

Aparentemente, escrever é um ato libertador. Digo isso, pelo fato de ter voltado a escrever para o blog ontem. Depois de ter conseguido tal façanha, no final da noite voltei pra casa pensando no que eu escreveria hoje pela manhã e o mais legal nisso tudo é saber que mesmo que eu achasse que não, talvez eu tenha muita coisa a dizer sobre um monte de coisa a tempos aqui dentro entaladas.

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Um pouco de ausência e bastante de depressão!

Já faz algum tempo que ando olhando o mundo sem perspectivas. Ainda ando seguindo a mesma rotina, acordando razoavelmente cedo, fazendo alguns trabalhos, indo para estágio e depois pra faculdade. Mas, aparentemente a cerca de duas semanas pra cá, venho passado por essa rotina e me sentindo vazia. Digo isso, porque notei uma perca grande de tesão com relação as coisas que eu vinha criando e faz um bom tempo que não escrevo aqui pro blog ou produzo algum conteúdo para as outras mídias. Por mais que eu esteja todos os dias postando coisas no Instagram, todo santo dia eu olho pra essa rede social e sinto uma vontade enorme de abandonar tudo e fazer um Detox das redes sociais. Parece que absolutamente tudo é tão monótono e tão sem graça, não importa o quão diferente as coisas sejam, tudo é vazio e insignificante.

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Nucas. Pulsos e fibras

Todos os cangotes possuem o mesmo perfume. Fragrância está que se camufla entre linhas e tecidos e tece, meu coração em desalinho com as lembranças. Cá estou eu novamente, a seguir o cheiro que deságua perante minha passividade. Estou sempre a caminhar tentando não pisar em ovos, tentando não pensar no gosto dos seus pelos infincados no céu da minha boca. Ultimamente, tenho falhado tanto em prol do desespero, temendo sempre, por não buscar seus olhos ao tropeçar. Há sempre um eco em mim que esbarra nas memórias da temperatura do seu corpo, posso tocar o ar e sentir o vapor que cozinhava nossas peles perdidas entre lençóis. Por dois segundos, tento voltar a uma realidade concreta, tento negar ao máximo o doce cheiro do seu perfume em corpos que nunca foram o seu. Meu coração palpita. Respiro ofegante. Os dedos formigam.

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