Fragmentos acinzentados

Minhas pálpebras descamam. Desço as escadas rolantes, com as duas mãos no bolso, ouvindo rap e esboçando sorrisos tímidos. Me peguei não prendendo mais o ar diante de olhos que me observavam. Era eu, sozinha rumo ao solo da terra, enquanto a minha direita, uma manada de corpos com dezenas de olhos, rolavam sobre mim. Eu, não mais sentia tanto peso e pesar.Mesmo com dezenas … Continuar lendo Fragmentos acinzentados

O que você gostaria de mudar como escritor?

O que você gostaria de mudar na sua imagem como escritor?

Vocês que são escritores, por um acaso, vocês já pensaram na imagem que vocês passam para os leitores que acompanham o trabalho de vocês?

Já faz um tempo que venho conversando com alguns escritores, tanto os que estão no ramo já faz um tempo, tanto os que estão começando agora e unanimemente, as queixas são sempre as mesmas. “Meu livro é muito bom, só que não sei como atrair os leitores. “Publiquei um livro pela editora x, mas eles não ajudam em nada na divulgação”. “Só quem lê as coisas que eu posto nas minhas redes sociais, são os amigos mais próximos”.

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Novos Autores, Liliana Ripardo

Transcendência, por Liliana Ripardo

Quando pequena me ensinaram que não deveria permitir ninguém me tocar de forma estranha, em locais inapropriados. Disseram-me que depois de uns anos eu sangraria todo mês como lembrete sobre ser mulher, mais que o “lembrete mensal” não é sinal de franqueza e sim de poder.

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Concursos Literários da Semana

Sabe aquela poesia, conto, crônica ou mesmo aquele livro que você acabou de escrever? Que tal submeter suas obras a concursos literários?

Hoje eu trouxe 3 concursos literários que estão com inscrições abertas, em categorias diferentes para que vocês possam conhecer e participar.

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@a_estranhamente

Eu, mulher, agênera!

Atento-me ao rubor dos dias insanos, bebericando cerva gelada, com os bicos despontados, ouriçados e enrijecidos.  Vejo lá longe, algo despontar entre esquinas e aqui dentro do que eu acho que sou, borbulha alguns mares de indecisões e descobertas abrupta. Tudo, absolutamente tudo ultimamente me faz indagar sobre o meu papel social e a que caixa pertenço eu, perante a esta vastidão de percalços soturnos de uma vida liberta e ao mesmo tempo enclausurada. Que papéis devo interpretar, se como detentora de carne humana, há sempre coisas por demais a me devorar em colheres de sopa?

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